Foto: Reprodução/Instagram/sousa_joy9890/Metrópoles
Uma jovem grávida de seis meses, que teve morte cerebral, está sendo mantida viva por aparelhos em um caso raro e desafiador da medicina. Joyce Sousa Araújo, 21, foi diagnosticada com morte cerebral após o rompimento de um aneurisma. Ela segue internada na Santa Casa de Rondonópolis (MT), a 200 km de Cuiabá, para garantir o desenvolvimento do bebê até o momento do parto, previsto para o final de janeiro.
O neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, de Brasília, explicou que a prática é uma excepcionalidade médica: “A Joyce, tecnicamente, já faleceu. Essa abordagem é realizada para salvar o bebê. Em casos normais, o óbito é decretado e os aparelhos são desligados.”
A grávida com morte cerebral foi internada em 20 de dezembro após uma forte dor de cabeça. O diagnóstico revelou o rompimento de um aneurisma cerebral, que resultou em um acidente vascular cerebral (AVC). Apesar de intervenções cirúrgicas, a jovem teve morte cerebral dias depois.
“A condição de aneurisma é perigosa porque evolui silenciosamente. Quando ele se rompe, o tratamento precisa ser imediato. Ainda assim, o índice de mortalidade pode chegar a 50%”, destaca Espíndola.
Pesquisas apontam as dificuldades enfrentadas em situações como a de Joyce. Um estudo da revista Cureus (2023) avaliou 35 casos semelhantes, mostrando que 70% das mães desenvolvem infecções graves, como pneumonia e sepse. Problemas circulatórios também acometem 63% das pacientes.
Os dados indicam que a sobrevivência do feto é maior após a 24ª semana de gestação, chegando a 100% dos casos. Antes disso, o índice cai drasticamente.
Joyce, que já era mãe de duas meninas, de três e sete anos, se mudou para Mato Grosso em 2023 com o marido, João Matheus Silva, de 23 anos. O esposo da jovem grávida com morte cerebral relata que a jovem tinha dores de cabeça leves durante a gestação, mas nada que indicasse a gravidade do aneurisma.
Agora, João busca doações para transportar o corpo de Joyce de volta a Estreito, cidade natal do casal na divisa entre Maranhão e Tocantins, após o nascimento do bebê.
“É muito difícil. Não consigo acreditar que nossos filhos vão crescer sem mãe”, lamenta o marido.
A condição é caracterizada pela formação de uma espécie de balão em vasos sanguíneos do cérebro. Quando estoura, provoca hemorragia e AVC. A mortalidade pode chegar a 50%, mesmo com tratamento imediato, segundo especialistas.
Casos como o de Joyce trazem à tona a complexidade médica e emocional de situações em que a vida de um bebê é preservada, mesmo após a morte cerebral da mãe.
Para ajudar no traslado do corpo da jovem com morte cerebral e nos custos relacionados, a família está organizando uma campanha de arrecadação. Interessados podem entrar em contato diretamente pelas redes sociais de João Matheus Silva.
(Com informações Metrópoles)
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