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São Jorge do Patrocínio cria barreiras para controlar fluxo de moradores

São Jorge do Patrocínio cria barreiras para controlar fluxo de moradores
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Publicado em 23 de abril de 2021 às 14h52 - Modificado em 23 de maio de 2025 às 07h26

O prefeito de São Jorge do Patrocínio, José Carlos Baraldi, deu detalhes de como está funcionando o lockdown no município. A partir desta sexta-feira (23) até o próximo dia 2 de maio o comércio local está proibido de abrir as portas. Só pode funcionar por delibery.

As indústrias também tiveram que suspender as atividades, mas neste caso a volta ao trabalho deve acontecer na próxima quarta-feira. A ideia, segundo o prefeito, é que a população permaneça em casa nos dias de fechamento e só saia se tiver que trabalhar em outra cidade ou para procurar serviço de saúde.

A Prefeitura ergueu barreiras sanitárias em todas as entradas e saídas da cidade e reforçou o quadro de vigília com 15 novos seguranças, que atuam 24 horas por dia. Todas as pessoas que entram e saem do município passam por uma triagem rigorosa, que pode incluir revistas nos veículos.

Baraldi disse que não tinha outra opção a não ser tomar a medida drástica. Em um só dia, o município chegou a registrar 40 casos de positivação pelo coronavírus. Até pouco tempo, São Jorge do Patrocínio ostentava a condição de não ter nenhum óbito pela Covid, mas o cenário mudou. No boletim de quinta-feira foram relatadas quatro mortes pela doença.

Sete pacientes estão internadas em enfermarias ou UTIs de hospitais de Umuarama e da macrorregião noroeste. Outras 129 pessoas positivadas seguem em isolamento domiciliar. 

Desde o início da pandemia, em março do ano passado, 1.627 moradores procuraram o sistema de saúde com sintomas da infecção, o que resultou em 569 casos confirmados. Destes, 429 foram curadas.

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Leonardo Revesso

Graduado em Direito pela Unipar, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e especializando em Neurociência do Consumo pela ESPM. Tutor da Olívia, da Ludi e da Mila. Está no jornalismo há 27 anos (iniciou aos 15). No OBemdito escreve sobre política e consumo.