Umuarama

Registros de coqueluche crescem 8.258% no Paraná e Umuarama tem suspeita de morte

Um caso de morte por coqueluche em Umuarama está sendo investigado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde). O Paraná está em alerta para a doença. Em 2023 foram confirmados 17 casos da enfermidade. Já este ano, que ainda não foi concluído, já são 1.421 registros, um aumento de 8.258% até agora.

Também estão sob investigação óbitos em São José dos Pinhais e Quitandinha. Já sobre as confirmações, sem mortes, a maioria vem da 2ª Regional de Saúde Metropolitana, que engloba Curitiba, com 617 casos, seguida pela pela 17ª Regional, em Londrina (256); 3ª Regional, de Ponta Grossa (167); e 10ª Regional, de Maringá (82).

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, disse que é muito provável que o número de casos aumente no Paraná e em todo o Brasil. “Estamos no período sazonal da doença, que ocorre entre os meses de setembro e março. É fundamental que a população compreenda a importância de manter a carteirinha de vacinação atualizada, pois essa é a forma mais eficaz de prevenir a circulação do bacilo”.

Além das crianças, que recebem a imunização por meio das vacinas pentavalente (aos dois, quatro e seis meses) e DTP (reforço aos 15 meses e aos quatro anos), a Sesa recomenda que gestantes e profissionais da saúde também recebam o imunizante.

De forma excepcional, trabalhadores de saúde e educação que atuam diretamente com gestantes, puérperas, neonatos e crianças menores de quatro anos devem receber a dose para maior proteção e prevenção.

Segundo dados do painel do Ministério da Saúde (MS), a cobertura vacinal atual da pentavalente em crianças é de 90%, enquanto a da DTP é de 86% no Estado. Informações obtidas pela plataforma “Paraná Saúde Digital” indicam que das 39.847 gestantes com idade gestacional acima de 20 semanas atendidas e cadastradas no SUS, 53,3% (21.253) estão com a vacina em atraso no Paraná.

A doença

A coqueluche é uma doença infecciosa, transmissível e aguda que afeta o sistema respiratório e é causada pela bactéria Bordetella pertussis.  A principal característica da doença é a tosse seca e intensa, que pode durar vários minutos e terminar com um som agudo, semelhante a um guincho.  É transmitida por meio de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou fala, e também pode ser transmitida por objetos contaminados. A doença é mais transmissível durante a fase catarral e em locais com aglomeração de pessoas.

Risco maior entre crianças

O risco da coqueluche é maior para crianças menores de um ano e, se não tratada adequadamente, pode evoluir para um quadro grave, podendo até levar à morte. A doença tem seu desempenho em três fases.

Na inicial os sintomas são semelhantes aos de um resfriado comum, com febre baixa, mal-estar geral e coriza. Na segunda fase, surgem crises de tosse seca (cinco a dez tossidas em uma única inspiração), podendo ser seguidas de vômitos, falta de ar e coloração roxa na face. Na terceira fase, os sintomas diminuem, embora a tosse possa persistir por vários meses.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico laboratorial é feito por meio de cultura ou PCR em tempo real e está disponível para todos os pacientes suspeitos de coqueluche. Recentemente, as coletas foram ampliadas e estão disponíveis nas unidades de saúde do Paraná.

Tratamento

O tratamento é feito com antibióticos e deve ser prescrito por um médico. Por isso, é importante procurar um serviço de saúde para receber orientações, diagnóstico, tratamento adequado, monitoramento e rastreamento de contatos.

Esquema vacinal

Veja o esquema vacinal contra a doença:

Vacina pentavalente:

Imuniza contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo B e hepatite B. Em crianças, a primeira dose deve ser feita aos 2 meses, a segunda dose aos 4 meses e a terceira dose aos aos 6 meses.

Vacina DTP:

– Previne difteria, tétano e coqueluche (pertussis).

– Reforço aos 15 meses e aos 4 anos.

Vacina dTpa:

– Previne difteria, tétano e coqueluche (pertussis).

– Profissionais de saúde

– Gestantes a partir da 20ª semana (a cada nova gestação)

– Trabalhadores de saúde em maternidades, berçários, UTIs neonatais e Unidades de Cuidados Intermediários Neonatais

– Trabalhadores da educação que cuidam de crianças até 4 anos\

(Com AEN e TribunaOnline)

Leonardo Revesso

Graduado em Direito pela Unipar, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e especializando em Neurociência do Consumo pela ESPM. Tutor da Olívia, da Ludi e da Mila. Está no jornalismo há 27 anos (iniciou aos 15). No OBemdito escreve sobre política e consumo.

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