Modelo de urna funerária construída com madeira de cedro rosa, que sai por mais de R$ 15 mil (FOTOS: DANILO MARTINS/OBEMDITO)
Um estudo da Abredif (Associação Brasileira de Empresas Funerárias e Administradoras de Planos Funerários) mostra que o dito popular de que morrer custa caro realmente se confirma. A opção mais econômica consome, em média, R$ 3.000, o equivalente a mais de dois meses de trabalho para um assalariado comum, a depender da sua localidade.
Em Umuarama, os serviços básicos, que incluem ornamentação com flores artificiais, preparação do corpo, urna simples e funeral custam entre R$ 1.805 e R$ 2.180. Moradores da cidade não pagam pelo uso das capelas mortuárias, todas com ar condicionado, localizadas em frente ao Cemitério Municipal.
Os terrenos para os jazigos saem por R$ 3.022 a R$ 3.400. No caso de reaproveitamento de um túmulo para um novo ente (puxadinho), cobra-se o valor de R$ 640 pela mão de obra e materiais utilizados. O revestimento dos túmulos também impacta o orçamento.
O revestimento dos túmulos também impacta o orçamento. Levantamento feito por OBemdito com fornecedores locais mostra que o revestimento do túmulo com cerâmica apresenta um custo médio de R$ 2 mil, enquanto o de porcelanato sobe para R$ 3 mil. Já o de granito, mais sofisticado e duradouro, chega a R$ 7 mil.
Para quem busca opções mais luxuosas, a Acesf (Administração de Cemitério e Serviços Funerários) de Umuarama disponibiliza urnas de alto padrão, como um modelo de bordas arredondadas, feito em cedro rosa, fino acabamento e alças em metal nobre, por R$ 15.150.
Contratar um plano de assistência funeral, que também dá descontos em consultas e exames médicos, pode ser uma opção mais planejada e mais em conta. Para quem quer ir além, esses mesmos planos dão a opção de solenidade com instrumentos musicais e chuva de pétalas sobre o caixão.
Uma das empresas tradicionais neste tipo de serviço chegou a adaptar um veículo Porsche Panamera 4S para cortejo entre a capela mortuária e o túmulo. A novidade foi apresentada primeiro em Maringá e disponibilizada também para Umuarama. Atualmente está disponível para uma cidade de Santa Catarina. O valor do ‘mimo’ não foi informado, mas um veículo semelhante custava em torno de R$ 480 mil.
A Acesf de Umuarama está em ritmo acelerado de preparativos para a celebração de Finados, no dia 2 de novembro próximo. Segundo o diretor-presidente da autarquia, Alexandre Gobbo Maroto, várias melhorias já foram feitas ou estão prestes a serem concluídas no Cemitério Municipal, que hoje está entre os mais bem organizados do Estado.
Dados do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep) revelam que cerca de 9% dos falecidos no país optam pela cremação, prática que vem crescendo ano após ano.
A cremação está incluída em muitos planos de assistência, possui custo médio de R$ 6 mil. Ainda não é realizada em Umuarama, mas pode ser contratada com transporte para crematórios em Maringá, Londrina ou Dourados, no Mato Grosso do Sul.
Apesar de seu crescimento recente no Brasil, a cremação é um procedimento milenar, datado de 3.000 a.C., e amplamente utilizado em diversas culturas, como no Japão, onde é o método predominante de despedida. A popularidade crescente no Brasil se relaciona ao aumento da conscientização sobre seus benefícios práticos, ambientais e financeiros.
A cremação também preserva o meio ambiente e é considerada mais econômica por não exigir pagamento para manutenção do jazigo.
O mercado funeral atinge cifras vultuosas no Brasil. De acordo com o Sincep, o setor movimenta cerca de R$ 7 bilhões ao ano no país e emprega mais de 40 mil trabalhadores.
A se considerar a idade média de mortalidade no Brasil, de 76 anos, segundo o IBGE, uma pessoa precisaria economizar R$ 1,74 ao mês para garantir o custeio de seu funeral. Naturalmente, o valor muda conforme a idade.
Pessoas que morrem aos 20 anos, por exemplo, precisariam ter poupado R$ 10,31 ao mês– o mesmo valor se aplica para quem pretende começar a poupar agora e durante as próximas duas décadas. Já quem pretende resolver essa questão em cinco anos precisará poupar R$ 41,99 ao mês.
Ainda de acordo com a Abredif, o lugar do País onde é preciso trabalhar mais dias para pagar o custo médio de um enterro é no Maranhão: 64 dias. Em contrapartida, o Distrito Federal é o local onde se precisa trabalhar menos dias para arcar com esse custo. Lá, são 19 dias.
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