Graça Milanez

Capelinha rural mantém imagem de Nossa Senhora Aparecida com mais de 90 anos

Como que cumprindo seu papel de protetora, ela está colocada num altar em ponto central do interior de uma pequena igreja de madeira, construída em 1956 e que recebe seu nome: Capelinha Nossa Senhora Aparecida, um espaço prestigiado por muitos umuaramenses, que frequentemente vão lá para rezar por ela. A capelinha rural se tornou um símbolo de fé e devoção para a comunidade, além de ser um local de grande significado espiritual.

A Construção da Capelinha Rural

A capelinha rural, de 15 metros quadrados, feita com tábuas de peroba, é um legado do pioneiro Alberto Uliana [em memória]. Além disso, um dos objetivos que ele teve ao construí-la foi o de abrigar a imagem de Nossa Senhora Aparecida, a qual ele trouxe consigo na bagagem quando se mudou de Arapongas para cá, em 1954. Desde então, a capelinha rural se transformou em um marco histórico e espiritual para a região.

Os Guardiões da Capelinha Rural

Atualmente, o neto de Alberto, Sidney Uliana, e sua esposa, Ivete Todero Uliana, são os guardiões da Santinha, que a família adquiriu há mais de 90 anos. A ela dedicam cuidado extremo. “Foi comprada em 1933; nessa época, meu avô, que morava em Cedral, cidade do interior de São Paulo, visitou o Santuário de Aparecida do Norte e lá comprou a imagem; desde então, ela nos acompanha”, conta Sidney, que preserva a história da capelinha rural com dedicação.

Relíquia histórica: Com mais de 90 anos, imagem apresenta-se em ótimo estado de conservação

Se foi bem cuidada, não há dúvida, pois está em bom estado de conservação [praticamente intacta]. Feita em gesso, a escultura apresenta as características tradicionais da representação da Nossa Senhora Aparecida, com sua capa azul e a coroa dourada na cabeça.

O Significado da Capelinha Rural

“É uma lembrança material que simboliza, e muito, a trajetória da nossa família; dedicamos o máximo possível de zelo para que seja preservada por mais tempo”, garante Sidney. “Na família, sempre fui um dos que mais admiram a Nossa Senhora, pelo que ela representou na vida de Jesus, que é nosso Salvador”, orgulha-se. A capelinha rural, portanto, é um testemunho vivo da devoção familiar e da fé que une gerações.

Quase intacta: Imagem de Nossa Senhora Aparecida da igrejinha tem apenas algumas pequenas deformações

Promessa sendo cumprida

Em relação à imagem, Sidney diz ter firmado com o pai, Waldomiro Uliana [em memória], um compromisso em protegê-la: “Prometi ao meu pai, ainda em vida, que eu e minha esposa Ivete, meus filhos Gian Lucas e Vitória, e toda a nossa família vamos manter a devoção à Nossa Senhora Aparecida e proteger essa imagem para que a sua história permaneça viva e para que nos faça aumentar cada dia mais a nossa fé”.

Ele lembra ainda que a compra da Santinha foi uma promessa que o avô fez: “Ele e minha avó Regina tiveram 12 filhos. Imagine as adversidades da época para educá-los? Fazer com que todos pudessem receber uma boa educação e tivessem saúde para trabalhar e ajudar nos afazeres domésticos e nas roças? A dificuldade financeira era muito grande e precisavam da proteção de Nossa Senhora”.  A capelinha rural, portanto, representa a superação e a fé que guiaram a família em momentos desafiadores.

Segundo Sidney, todos cresceram bem. Dos 12, para Umuarama vieram oito; um deles, o seu pai, que também foi um devoto fervoroso de Nossa Senhora Aparecida. “Essa imagem, que atravessou décadas e testemunhou nossas alegrias e tristezas, representa a intensa devoção que cultivamos pela Mãe de Jesus; somos uma família abençoada!”.

Além disso, a capelinha rural é um testemunho vivo da devoção familiar e da proteção de Nossa Senhora Aparecida, atraindo fiéis e fortalecendo a de gerações.

Passado e presente: para Sidney Uliana, Santinha representa a trajetória da família
Promessa cumprida: Sidney Uliana e a esposa Ivete são os guardiões da Santinha
Graça Milanez

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