Paraná

Vereador que usou carro público para transportar pinga é denunciado pelo MPPR

O Ministério Público do Paraná (MPPR) entrou com duas ações na justiça, uma na vara criminal e outra na cível, contra o vereador Liomar Mendes Lisboa, de Francisco Alves. Ele é acusado de usar veículo público do município para transportar bebida alcoólica adquirida em um supermercado de Umuarama, o que pode configurar o crime de improbidade administrativa.

O titular do MPPR pede que “Cabelo Povão”, como o vereador é mais conhecido, seja condenado à perda do cargo público (na Prefeitura) e indenize o município por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 50 mil, entre outras penalidades, uma vez que é reincidente na prática irregular.

O fato, que ganhou ampla repercussão na imprensa, ocorreu no dia 27 de março último. Lisboa, conhecido popularmente como ‘Cabelo do Povão’, foi flagrado dirigindo um Fiat Mobi que pertence à frota da Prefeitura. Em um vídeo gravado no estacionamento do Atacadão, é possível ver o denunciado enchendo o porta-malas do veículo com engradados de pinga.

Na época, em entrevista a OBemdito, Lisboa disse que fazia um favor para uma benzedeira da cidade, que utiliza a bebida em rituais de reza. Além de vereador, Lisboa ocupa a função de motorista na Prefeitura. Ele é responsável pelo transporte de pacientes para hemodiálise em Umuarama.

Viagem ao Paraguai bancada pela população

Não foi a primeira vez que Lisboa utilizou bem público para fins particulares. Ele já foi visto em outra ocasião com veículo da frota do município em viagem a Ciudad del Este, no Paraguai, conforme registrado por câmaras da fronteira em fevereiro de 2022. A reportagem foi exibida inicialmente pela RPC, afiliada do Globo no Paraná. O acusado foi destituído do cargo de presidente da Câmara, mas seguiu como vereador.

“Ao utilizar o veículo oficial da Secretaria de Saúde de Francisco Alves para o atendimento de interesses privados, alheios ao interesse público, o réu Liomar Mendes Lisboa obteve inequívoca vantagem patrimonial negativa em detrimento do erário do Município, tendo em vista que poupou a realização de despesas que deveriam ser custeadas pelo seu patrimônio particular”, destacou em sua denúncia o promotor substituto Rafael Vittorazze Azola.

Redação

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