Foto: GMC
A Delegacia da Mulher de Maringá, no Norte do Estado, concluiu nesta quarta-feira (20) o inquérito que investiga as denúncias contra o médico ginecologista Hilton Cardim. Preso desde o dia 11 deste mês na Casa de Custódia de Maringá, Cardim é acusado por 43 supostas vítimas de abuso sexual.
O médico foi indiciado pelo crime de violação sexual mediante fraude, praticado em 34 ocasiões. O modus operandi do acusado, segundo a polícia, era sempre o mesmo: durante consultas ginecológicas ou relacionadas à gravidez, Cardim sugeria exames de auscultação como pretexto para iniciar os abusos. Os relatos das vítimas se estendem de 1998 a 2023.
Em coletiva de imprensa, o delegado titular da Delegacia da Mulher, Dimitri Tostes, e a delegada adjunta Paloma Batista afirmaram que cerca de 95% das vítimas foram abordadas da mesma maneira pelo médico.
Além das pacientes, o inquérito incluiu o depoimento de uma ex-funcionária da clínica, assediada sexualmente sob ameaça de demissão. Também foi mencionada uma contravenção penal, ocorrida em um ônibus, contra uma das vítimas.
O Ministério Público irá analisar o inquérito para decidir se oferece denúncia contra o médico. Caso novas vítimas se manifestem, um novo inquérito poderá ser aberto. Até o momento, não há pronunciamento da defesa de Hilton Cardim sobre as acusações.
OBemdito com GMC
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