Umuarama

Jean Michel usa direito de não responder às perguntas do Ministério Público

Terminou por volta das 16h deste sábado (2) a primeira parte do depoimento de Jean Michel de Souza Barros, 41 anos, acusado de triplo homicídio qualificado em Umuarama. Até então, o réu respondeu questionamentos do juiz Adriano Cezar Moreira.

Depois de um breve intervalo, os trabalhos foram retomados e no momento em que os membros do Ministério Público (acusação) iriam iniciar os questionamentos ao acusado, a defesa se valeu do direito de o cliente não responder aos promotores. Desta forma, Jean Michel apenas responderá apenas as perguntas da defesa, do juízo e dos jurados.

O promotor de Justiça Marco Felipe Torres Castello pediu então que fosse encerrado o interrogatório tendo em vista que se trata apenas de um ensaio de defesa. No entanto, os trabalhos tiveram sequência.

O réu é acusado de assassinar a golpes de faca a advogada Jaqueline Soares, 39 anos (que era sua esposa), e os pais dela, Helena Marra, 59 anos, e Antônio Soares dos Santos, 65 anos. O crime aconteceu no dia 8 de agosto de 2021 na casa em que a família residia na avenida São Paulo, perto da praça do Japão.

DEPOIMENTO

Durante seu depoimento ao juiz, Jean Michel falou sobre o relacionamento com a esposa Jaqueline, como os dois se conheceram, casaram e como eles foram morar com os pais dela.

Depois ele passou a falar a respeito do fim de semana em que os fatos aconteceram. Jean disse que no domingo, dia dos pais, acordou na casa da família de Jaqueline, pois havia dormido lá e depois foi almoçar com a mãe em um restaurante. Posteriormente passou na sua empresa, comprou uma camiseta para o sogro e foi levar para ele. Na sequência voltou para a casa da mãe, pois ela não estaria passando bem. Ele a levou na farmácia, depois foram ao mercado e voltou para a residência da mãe.

O réu foi categórico ao afirmar que não saiu mais de casa, ao contrário do que foi informado no inquérito.

O acusado seguiu dizendo que na segunda-feira foi trabalhar e a mãe ligou informando que havia acontecido alguma coisa na casa dos sogros, que ela viu na televisão. Em seguida, ele comentou ter ligado no celular de Jaqueline e um policial atendeu, dizendo que precisava falar com ele. Os policiais foram até a loja e informaram que a esposa e os sogros tinham sido assassinados. Ele então foi para o imóvel dos sogros com os policiais e permaneceu do lado de fora, poisos policiais falaram que era melhor não entrar devido à cena.

Jean Michel seguiu informando que os policiais disseram que iriam levar ele para casa. No caminho ligou para Eveline (cunhada), que não atendeu. Ligou então para o Rodrigo (cunhado), que atendeu e Jean disse que os familiares tinham morrido. Rodrigo se responsabilizou por contar para Eveline, que estava grávida.

O réu explicou que os investigadores depois retornaram à sua casa, ele indicou a roupa que estava usando. Os policiais apreenderam no local uma camiseta e uma faca – Jean contou que a roupa era de sua mãe e a faca da cozinha.

Ele voltou a declarar que depois das 17h de domingo não saiu mais de casa, o carro permaneceu com ele e que o veículo registrado nas câmeras de segurança não era dele. E que não foi ele quem jogou os celulares no bueiro.

Sobre a situação em que foi acusado de quebrar porta da residência, ele disse que a Jaqueline iria em um happy hour e ele não quis acompanhar Os dois acabaram discutindo e ele fechou a porta com força, mas não quebrou.

Sobre a relação com dona Helena, disse que ela concordava com o esposo e por isso, por vezes, acabaram tendo algumas discordâncias. Falou que tinha uma relação de família normal, com momentos bons e ruins e que a vida do sogro era de segredos. A respeito da esposa, ele disse que tinha ciúmes normal de casal. “Nada demais”.

“Desde o primeiro dia eu fui preso como principal suspeito. É um absurdo o que a gente viu esses dias. Uma investigação que foi direcionada só para mim”, disse.

O júri segue, sem previsão de horário para terminar.

Jaqueline Mocellin

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