Fotos exclusivas do acervo de Italo Fábio Casciola

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O antigo e imponente obelisco da Praça Santos Dumont que o tempo demoliu!

Um gigante no centro de Umuarama na então fase de aceleração da colonização

Fotos exclusivas do acervo de Italo Fábio Casciola
O antigo e imponente obelisco da Praça Santos Dumont que o tempo demoliu!
Ítalo Fábio Casciola
OBemdito
4 de fevereiro de 2024 14h34

Era um dia ensolarado, bonito e feliz após uma semana chuvosa daqueles invernos de antigamente. 7 de setembro, ponto alto das festividades alusivas à Semana da Pátria na Umuarama do já distante ano de 1965.

Como mandava a velha tradição, a população foi ao centro da cidade vestindo seus mais elegantes trajes de passeio. Todo mundo estava lá, desde os manda-chuvas da política até os mais humildes lavradores vindos da zona rural. Os estudantes, militares e autoridades com seus uniformes e ternos cheirando a lavanda e bem passados. As senhoras, a geração jovem e as crianças, bem elegantes e bonitas.

Um carro de som, gentilmente cedido por uma loja de tecidos, rodava a cidade desde a alvorada tocando músicas e convidando os moradores para o evento especial programado para aquela manhã cívica. Em pouco tempo a praça estava lotada de gente por todos os lados. Ela era ainda de chão de terra, tendo sido modernizada anos depois quando construíram a nova praça, que levou o nome do Pai da Aviação Santos Dumont.

Naquele dia o solo ainda estava úmido pelas águas que tinham caído por dias a fio. A multidão reclamava porque sujava as barras das calças masculinas e os bonitos sapatinhos das damas.

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Para aquela data comemorativa à Independência havia sido preparada uma cerimônia para a inauguração de um majestoso monumento em homenagem a Umuarama, que naquele ano completava a primeira década de fundação – e à Bandeira Nacional. No alto da escultura de cimento, ferro e tijolos havia um mastro de metal reservado especialmente para o pavilhão nacional.

O momento mais emocionante foi o hasteamento da bandeira, gigantesca linda e resplandecendo suas cores verde, amarelo, azul e branco. Lentamente subiu ao topo dos 30 metros do monumento. Aplausos calorosos da multidão, o retumbar dos tambores da banda de música, os felizes gritos das crianças abanando bandeirinhas, enfim, uma celebração maravilhosa que unia o povo da Capital da Amizade em torno do civismo e do amor à Pátria!

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O Obelisco da Bandeira, como ficou conhecido o monumento, foi construído através de uma campanha promovida pelo Rotary Internacional. Os rotarianos umuaramenses arrecadaram fundos junto à comunidade para realizar a obra, que permaneceu dominando a cena urbana de Umuarama por poucos anos…

Ele foi demolido em 1970, quando iniciaram a construção da nova praça, que ganhou um monumento também espetacular, mais moderno e portentoso que o anterior onde até hoje é hasteada a Bandeira, com quatro colunas de concreto e aço que simbolizam a harmonia e o labor de nossa gente, em clara alusão ao tradicional slogan “Capital da Amizade”.

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Só os pioneiros e aqueles que eram crianças e adolescentes na época é que, dependendo do grau de memória, viram e podem lembrar daquele monumento desaparecido há mais de meio século, ops!, digo 50 anos!!! Por sorte, tenho essas memoráveis imagens guardadas para poder mostrar agora para quem ainda não havia nascido ou chegado a Umuarama naquele tempo… Para que tenham uma ideia de quão antigas são, observem atentamente que numa das fotos aparece a Avenida Paraná ainda sem asfalto e sem rede de energia elétrica. (ITALO FÁBIO CASCIOLA)

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