Vanda e a filha Rogéria: planos para instalar uma fábrica de pamonha já no ano que vem - Foto: Danilo Martins/OBemdito
Se você achar caro pagar R$ 9,00 numa pamonha para e pensa no trabalho que dá pra fazer. O conselho é de Vanda Aguiar Nogueira, 64 anos, moradora do Jardim Tamoio, que há 30 se dedica a preparar a iguaria, que herdamos dos povos indígenas.
Vamos pensar, então: o milho precisa ser plantado, cultivado, colhido e transportado até a casa da Vanda, que vai tirar a palha, cortar os grãos, bater no liquidificador até virar uma massa pastosa, acrescentar outros ingredientes à essa massa, que depois é embrulhada, em porções, nas palhas do milho [selecionadas, criteriosamente, na hora em que as espigas foram descascadas] e levada à panela para ser cozida.
Ah, antes da etapa do embrulhar, as palhas foram congeladas e aferventadas. Depois de cozida, uma a uma, as pamonhas são colocadas em saquinhos e etiquetadas [sim, todas saem da casa da Vanda com rótulo contendo lista de ingredientes e valor nutricional, entre outros dados obrigatórios].
Imagine fazer 500 por semana? Essa é a média de produção da Vanda, que fornece o produto sempre fresquinho [ops, quentinho!] para supermercados e para comercialização nas feiras de hortifrúti das terças, quartas, sextas e domingos. “Já cheguei a fazer mil por dia, durante muito tempo”, exclama a microempresária.
“Isso foi antes da pandemia; meu marido vendia nas ruas de Umuarama, de carro, anunciando com alto-falante… teve que parar e não voltou mais, desistiu!”, diz Vanda, acrescentando que, antes do surto da covid-19, a procura na feira era maior. “Eu tinha uma freguesia grande de idosos que iam à feira comprar, porém não vão mais”, comenta, sem lamentos.
É que Vanda tem outro foco, agora: tem um sonho para realizar, já no ano que vem. Quer abrir uma fábrica de pamonha, curau, bolo e outros produtos à base de milho verde, em sociedade com a filha Rogéria Manara, 42 anos, que é feirante.
Há cinco anos as duas trabalham juntas. São horas do dia e, muitas vezes, da noite, concentradas na produção. “Eu aprendi com minha mãe e agora ensinei minha filha… Isso me deixa feliz”, exclama Vanda.
Em relação à matéria-prima, elas preferem a genuinamente paranaense. Costumam comprar o milho verde de produtores de Umuarama, dos distritos de Lovat e Serra dos Dourados, e dos municípios vizinhos, Ivaté, Douradina, Mariluz e Cruzeiro do Oeste. Na entressafra, vem de Minas Gerais, Goiás… “Mas o milho do Paraná é o melhor! Não tem igual!”, elogia Vanda.
Para aproveitar a palha do milho, a que vai embrulhar as pamonhas, Vanda e Rogéria cortam, primeiro, as pontas das espigas. Assim, as palhas ficam no tamanho ideal e ‘bonitinhas’ para serem utilizadas.
As pontas [mais de duas mil por semana] são descartadas, mas não vão para o lixo; viram alimento para o gado de um produtor rural que vai à casa da Vanda buscá-las.
É uma sobra significativa. A conta é simples: por semana, elas compram dez balaios de milho; cada balaio vem com aproximadamente 120 espigas, o que dá 1,2 mil espigas.
Encomendas podem ser feitas pelo WhatsApp (44) 99717-7490.
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