Saúde

Morador de Altônia busca apoio para realizar cirurgia de tumor cístico braquial

O morador de Altônia, Amarildo Correa Baiao, 36 anos, atravessa um momento extremamente delicado. Há um ano e dois meses, ele enfrenta o desenvolvimento de um tumor cístico branquial, uma condição benigna que se tornou um desafio pela dificuldade em encontrar um médico para realizar a remoção pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em conversa com OBemdito, Amarildo compartilhou suas experiências ao tentar obter assistência em várias instituições de Altônia, Umuarama, Cascavel e até mesmo em Curitiba, sem sucesso na busca por um especialista para a cirurgia.

“Tentei de todas as maneiras conseguir pelo SUS. Em Cascavel, chegaram a me orientar a mentir sobre meu local de residência. Usei o endereço da minha irmã para marcar uma consulta, mas mesmo assim não encontrei um especialista para realizar o procedimento”, explicou.

Após esgotar todas as possibilidades de conseguir a cirurgia pelo SUS, Amarildo decidiu procurar um médico particular e encontrou em Umuarama o doutor Luiz Carlos Ferreira de Freitas, especialista em cirurgia de cabeça e pescoço, mas ele realiza apenas atendimentos particulares.

“Foi com ele que consegui receber a orientação correta e entender a extensão do problema. Ele me explicou que o que tenho normalmente é encontrado em crianças, mas só se manifestou agora. No começo, pensei que fosse uma espinha e depois minha esposa achou que era uma íngua, mas ao ver que não parava de crescer, percebemos a necessidade de procurar um médico. Porém, até agora, ninguém conseguiu me ajudar, e o tumor continua aumentando”, relatou.

Além das dificuldades enfrentadas para realizar suas atividades diárias, Amarildo, que trabalha como costureiro e é pai de duas crianças, suporta intensas dores. Ele relata sentir muito desconforto onde o tumor está localizado.

“É doloroso para comer, é doloroso para deitar, está do tamanho de uma laranja. Estou sentindo muita dor”, desabafou.

O procedimento para a remoção do tumor requer hospitalização, com um custo total de R$14.500, sendo R$10.000 referentes ao custo do cirurgião e R$4.500 ao custo hospitalar. No entanto, nem ele nem sua família dispõem desse montante.

“A cirurgia é delicada, pois envolve muitos nervos e veias importantes que podem afetar até mesmo o cérebro. Por isso precisa ser realizada por um especialista e aqui na região só encontrei o doutor Luiz Carlos”.

Para angariar os recursos necessários, uma campanha foi iniciada na plataforma Vakinha. Quem desejar contribuir pode acessar o link para ajudar ou efetuar um PIX pela chave 06495779909 (CPF), que está em nome de sua esposa Regiane Sabino dos Santos.

Stephanie Gertler

Fotógrafa há mais de 16 anos, graduada em Jornalismo pela Universidade Tuiuti do Paraná, em Curitiba. Atualmente, atua como jornalista no OBemdito.

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