Umuarama

Servidores municipais participam de evento sobre assédio moral e sexual

Perseguições, depreciações, exposição a situações constrangedoras e desagradáveis, tudo isso é assédio moral. Contato físico não desejado, convites impertinentes, insinuações e comentários de duplo sentido são exemplos de assédio sexual. E tudo isso é proibido e deve ser denunciado.

O tema ‘Assédio Moral e Sexual nas Relações de Trabalho’ foi abordado em evento coordenado pela Diretoria de Recursos Humanos da Prefeitura de Umuarama na manhã desta sexta-feira (24).

O prefeito Celso Pozzobom iniciou a reunião declarando que não existe como uma cidade ser administrada sem os servidores municipais. “O que seria de Umuarama sem pessoas comprometidas com o desenvolvimento de suas atividades para que os cidadãos possam viver em um lugar de oportunidades. Nós temos 3.270 servidores, mais terceirizados e prestadores de serviços chega a 4 mil trabalhadores. Muito obrigado a cada um de vocês”, declarou.

Convidado especial do encontro, o procurador federal do Trabalho, André Vinicius Melatti, do Ministério Público do Trabalho do Paraná, apresentou aos servidores municipais – concursados, comissionados e terceirizados – uma série de exemplos reais de assédio por parte de chefes (patrões, gerentes, supervisores, líderes etc.) em processos que tramitam ou já tramitaram na instância do MPT de Umuarama.

Segundo o procurador, os assédios sexuais são muito mais sobre as mulheres, que são expostas a situações constrangedoras, recebendo ‘cantadas’, toques e abordagens que demonstram o poder do chefe. “Muitas mulheres têm medo de falar com a família ou com pessoas do trabalho, porque precisam do emprego. Vão suportando até limites inimagináveis e isso não pode acontecer em seu ambiente de trabalho”, instruiu.

Já o assédio moral acontece com todos os gêneros. “São chefes que fazem da prática do assédio algo comum, constante e perpetuam situações também inimagináveis: inventam apelidos depreciativos, exigem esforços sobre-humanos, expõem e ridicularizam os que não têm o desempenho ‘exigido’, enfim, fazem um terror psicológico que levam muitos a doenças graves como LER/DORT, depressão, síndrome do pânico e à gravíssima síndrome de burnout”, indicou.

Ele destacou ainda que o silêncio não significa a aceitação. “Uma mulher que usa uma roupa mais curta ou decotada não pode ser abordada como se fosse fácil ou disponível. E aquelas que ficam silêncio – por medo, receio, vergonha ou por não saberem qual atitude tomar – não podem ser culpadas de nada. Todos esses casos devem ser denunciados e os assediadores devem ser identificados e punidos, dentro da legislação brasileira, que é completa”, garantiu.

A Prefeitura de Umuarama tem uma Ouvidoria específica para receber denúncias e queixas de violência psicológica e analisar possíveis casos de assédio moral dentro da administração pública. “Se você está sendo vítima de assédio moral ou é testemunha de cenas de humilhação no trabalho, denuncie e seja solidário com o seu colega. A denúncia poderá ser realizada de forma anônima pelo telefone (44) 3621-4115, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30”, indicou Alexandre Faker Ribeiro, diretor de Recursos Humanos.

(Assessoria PMU)

Redação

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