A psicóloga clínica Bruna Rodrigues Costa Barbosa | Foto: acervo pessoal
As telas de equipamentos eletrônicos são cada vez mais sendo utilizadas pela população. Com a pandemia do Coronavírus, o uso de celulares e computadores tornou-se ainda mais frequente por conta da mudança de rotina de muitas pessoas. As crianças fazem parte dessa população. Como muitas não estão tendo aulas presenciais e passam mais tempo em casa, o uso das telas são rotineiras e comuns. O fato gera um alerta: como a utilização das tecnologias por longos períodos afeta a saúde e o desenvolvimento dos pequenos?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não é recomendável que crianças de até dois anos tenham contato algum com a exposição de telas. De dois a cinco anos, a indicação é permitir apenas uma hora de uso diário das tecnologias. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também orienta que crianças de seis a 12 anos utilizem computadores, televisores e celulares por até duas horas diárias; e os adolescentes até três.
De acordo com a psicóloga clínica de Umuarama, Bruna Rodrigues Barbosa, a exposição demasiada às telas pode diminuir a interação social e interferir no desenvolvimento de funções executivas que são importantes para a aprendizagem (como memória e atenção) das crianças.
“A interação social no desenvolvimento infantil é crucial para o desenvolvimento social que a criança terá na adolescência e na vida adulta. Convivência, trocas, o brincar coletivo, o ganhar e perder, o diálogo e resolução de conflitos com amigos, os afetos possibilitados pelas trocas humanas… se esses estímulos de interação são reduzidos na infância, é possível que haja prejuízos a curto, médio e longo prazo, pois pode haver interferências no desenvolvimento afetivo, relações de trabalho e desenvolvimento profissional”, destaca a psicóloga.
Como um vício
Para Bruna, o constante uso das telas, principalmente do celular, pode fazer com que o cérebro seja afetado em áreas importantes para a manutenção dos vícios, assim como o açúcar e as drogas. Por conta disso, o excesso de exposição a esses eletrônicos pode interferir no desenvolvimento da criança como um todo, já que as funções executivas, a socialização e o campo de interesse para outras atividades prazerosas podem ser prejudicadas.
A psicóloga também ressalta que a os estímulos proporcionados pela internet possibilitam que as crianças tenham acesso a informações mesmo sem haver maturidade para a compreensão de muitas mensagens. “Esses fatores também podem interferir na construção de valores, crenças e repertório do ser humano em construção”, alega Bruna.
Alternativas ao uso das telas
Conforme a psicóloga, as telas não podem substituir outras ações diárias da rotina de uma criança, como o tempo de interação e troca com os pais e/ou cuidadores, o período de colocar em prática as obrigações, de realizar as refeições e de dormir.
A indicação de Bruna é que os pais deem asas para a criatividade dos filhos, como inclui-los em funções da rotina de casa (de acordo com cada idade) ou sugerir outras brincadeiras e atividades. As sugestões da psicóloga são:
“Sempre oriento os pais que façam um acordo com as crianças sobre a quantidade de telas a serem utilizadas no dia. Que sugiram outras atividades para que as crianças se organizem dentro do tempo e espaço, aprendendo desde pequenos que há tempo para muitas coisas no nosso dia, desde que haja organização”, finaliza a psicóloga.
Serviço:
Psicóloga clínica, Bruna Rodrigues Costa Barbosa – CRP 08/19927. Especialista em avaliação psicológica, especialista em psicologia do trânsito. Atende na Clínica Ser Clin, avenida Apucarana, 4251, Umuarama (PR). Telefone: (44) 99117-3496.
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