Fotos: Danilo Martins/OBemdito
A importância do aleitamento materno para a saúde dos recém-nascidos e das mães é o foco da campanha Agosto Dourado, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde. A iniciativa visa a conscientização e a orientação sobre essa crucial etapa da vida.
OBemdito entrevistou Thais Luciana Vieira, de 33 anos, cirurgiã dentista na Clínica Implex, em Umuarama. Ela compartilhou que é mãe solo de Sofia Vieira Marinelli, 8 anos, e Otto Vieira Peron, 5 meses, e que amamentou sua primogênita até o primeiro ano, apesar das dificuldades enfrentadas. Na primeira experiência a falta de orientação causou dores constantes.
“A minha primeira experiência foi algo selvagem. Minha filha e eu tivemos que nos descobrir no processo de amamentação.”
Apesar das adversidades ela perseverou e reconhece que Sofia estabeleceu um vínculo mais forte emocionalmente com ela. A amamentação sempre foi alternada entre o peito e a fórmula e após um ano foi gradualmente substituída introduzindo a mamadeira para a adaptação da criança.
Com Otto uma história semelhante se desenhou, Thais optou pelo parto particular no Hospital Norospar e lamentou a ausência da adequada orientação que é fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No âmbito privado a instrução sobre amamentação demandava custos adicionais. Entretanto, após 7 dias, o bebê precisou ser internado devido à icterícia acentuada que pode impactar o desenvolvimento cerebral e ficou no sistema público.
“Quando o Otto foi internado no atendimento pelo SUS a enfermeira percebeu o desconforto que eu sentia e orientou sobre a técnica correta de amamentação. Isso fez uma grande diferença. Ela demonstrou que o bebê deve abocanhar tanto o bico quanto a auréola. Enfatizou que pegar apenas o bico resulta em maceração dado que a sucção dos bebês é vigorosa. Como dentista eu sabia disso teoricamente, mas a prática era outra. As dores persistem devido à minha prótese de silicone, porém não estão mais relacionadas à técnica inadequada de amamentação. A orientação correta fez toda a diferença”, esclareceu.
Superadas as dificuldades iniciais, mamãe e Otto aprenderam a técnica correta de amamentação e na maioria das vezes ele consegue se alimentar sozinho. Thais equilibra seus compromissos profissionais beneficiando-se de um horário programado e do apoio de uma babá financiada pelo pai do bebê. Seus planos incluem retomar os estudos com o objetivo de fazer o vestibular de medicina no final do ano.
“Ajustamos nossa rotina para incorporar esse momento e assim evitamos falhas nesse processo. Porque embora meu trabalho seja mais fácil de retomar esses momentos [com o bebê] não podem ser recuperados”, concluiu Thais.
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