Foto: Assessoria PMU
A campanha Julho Amarelo tem como objetivo alertar a população sobre as hepatites virais e a Secretaria Municipal de Saúde indica que a vacina contra a hepatite B é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as unidades de saúde de Umuarama, das 7h30 às 11h e das 13h30 às 16h30 – para pessoas de todas as faixas etárias.
Além de proteger contra a infecção pelo vírus Hepadnaviridae (HBV), o imunizante evita complicações graves como cirrose e câncer de fígado. A rotina de vacinação contra a hepatite B começa com as crianças.
“A primeira dose é aplicada nas primeiras 12 horas após o nascimento do bebê, ainda na maternidade. Indica-se a vacina para todos, sendo necessário para conferir imunidade fazer as três doses: a primeira dose ao nascer, a segunda dose um mês depois e a terceira dose seis meses após a primeira. Se a pessoa fez uma ou duas doses, fica com o esquema vacinal incompleto e, desta forma, deve procurar a UBS mais próxima de sua residência para completar esse ciclo”, indica o secretário de Saúde, Herison Cleik da Silva Lima.
O esquema de vacinação atual, conforme relata Roberta Rogonni Ferrari Giansante, coordenadora das Estratégias Saúde da Família, é feito aos 2, 4 e 6 meses de idade com a vacina Tetravalente, mais dois reforços com a Tríplice Bacteriana (DTP) – sendo o primeiro reforço aos 15 meses e o segundo entre 4 e 6 anos.
“Até 2014 havia a indicação de imunização para pessoas com idade até 49 anos, feita pelo Ministério da Saúde, porém, pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), não há limite para indicarmos e ofertarmos a vacina”, relata.
Ela explica que existe uma preocupação maior em imunizar crianças nas primeiras 24 horas de vida para prevenir a hepatite crônica, que é a forma que acomete 90% dos bebês contaminados ao nascer, porém, como a hepatite é uma doença silenciosa e que pode ser transmitida de várias maneiras.
“O vírus da hepatite B é transmitido pelo sangue e outros líquidos e secreções corporais contaminados, por isso é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST). A transmissão pode também ocorrer em situações rotineiras no dia a dia, como o compartilhamento de alicates de unha. Foram identificadas quatro formas de transmissão: de uma mãe portadora do vírus para seu bebê no nascimento; por contato sexual com uma pessoa infectada; por injeções ou feridas provocadas por material contaminado; e por tratamento com derivados de sangue contaminados”, descreve Roberta.
Evitar o contato com sangue infectado ou de quem se desconheça o estado de saúde, não partilhar objetos cortantes e perfurantes, nem instrumentos usados para a preparação de drogas injetáveis, e usar sempre preservativo nas relações sexuais são as principais formas de prevenir o contágio.
“A realização de tatuagens, a colocação de piercings e de tratamentos com acupuntura só deve ser feita se os instrumentos utilizados estiverem adequadamente esterilizados”, alerta a coordenadora.
(Reportagem: Assessoria PMU)
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