Luiz Fernando Publisher do OBemdito

Relógio de uma das vítimas ajudou equipes na localização do avião na Serra do Mar

Relógio de uma das vítimas ajudou equipes na localização do avião na Serra do Mar
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 7 de julho de 2023 às 19h55 - Modificado em 21 de maio de 2025 às 05h34

O relógio de um dos umuaramenses que estavam no avião Piper Arrow foi uma peça chave para que as equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Corpo de Bombeiros localizassem, nesta sexta-feira (7), a aeronave que caiu na região conhecida como Serra das Canavieiras, na Serra do Mar, no litoral paranaense. O relógio era equipado com GPS e a última localização geográfica levou os profissionais até o local do impacto.

A informação foi repassada pelo major Fabrício Frazatto dos Santos, comandante do Corpo de Bombeiros de Paranaguá, em entrevista coletiva no início da noite desta sexta-feira (7). De acordo com ele, as equipes receberam a informação de um familiar que uma das vítimas poderia estar com o relógio, e que o equipamento possuia rastreamento GPS.

A partir desta informação foi repassada à Força Aérea Brasileira que buscou informações junto à empresa fornecedora do relógio, que verificou que havia uma última sinalização desse relógio em uma determinada coordenada geográfica“, explicou o major. “A partir deste momento as buscas foram direcionadas para aquela área“.

Entretanto, segundo Frazatto, a região onde a localização geográfica apontava ainda era de mata extremamente densa e terreno complexo, o que impossibilitou que as equipes de helicóptero da FAB pousassem no local. “As equipes tiveram que se infiltrar no terreno para confirmar que a aeronave estava ali“.

Ainda de acordo com major Frazatto, a partir da nova localização, por volta das 14h, as equipes do helicóptero H-60 Black Hawk, da FAB, desceram de rapel no local dos destroços, constataram os óbitos e fizeram o resgate dos corpos. “Todos os acessos dos corpos e dos resgatistas foram feitos pela aeronave“, acrescentou.

Possível causa da queda

Frazatto explicou também que pelo local e altitude em que a aeronave foi encontrada, os profissionais que atuaram no resgate dos corpos levantaram a hipótese que o piloto da aeronave talvez estivesse muito abaixo do esperado devido ao tempo chuvoso e com névoa, o que comprometeu a comunicação com a torre e pode ter resultado, lamentavelmente, na queda.

Ela (a aeronave) parece que teve uma queda na vertical, estava embaixo de uma árvore“, afirmou. “Essa falta de comunicação da aeronave com o radar pode ter sido, é uma possibilidade, novamente reforço isso, pela baixa altitude em que ela estava. Ela estava dentro de um vale, entre duas cadeias de montanhas“, concluiu.

Mais de 200 pessoas – dentre equipes de socorro e voluntários – e 15 instituições atuaram nas operações de buscas, que foram encerradas por volta das 18h30 desta sexta-feira.

(Com informações e vídeo QAP Litoral Notícias)

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