Foto: Assessoria
O grupo de trabalho MigraCidades de Umuarama realizou um seminário de capacitação sobre migração e refúgio nesta sexta-feira, 5, no teatro do Centro Cultural Vera Schubert.
O evento foi promovido pela Prefeitura, por meio das secretarias municipais de Assistência Social, Saúde, Educação, Indústria e Comércio, em parceria com a Caritas Brasileira (organismo da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB). Segundo a entidade, Umuarama abriga hoje cerca de 800 estrangeiros.
Em janeiro Umuarama foi contemplada pelo terceiro ano seguido com o selo MigraCidades, concedido como reconhecimento pela execução de políticas e processos de gestão na questão migratória.
Por sua natureza acolhedora, a Capital da Amizade recebe um volume considerável de migrantes vindos geralmente do Haiti, Venezuela, Paraguai e Bolívia, entre outros países latinos, além de ter portas abertas para famílias do Afeganistão e da Ucrânia.
“O desafio é melhorar a comunicação com os estrangeiros, ampliar o acesso à saúde pública e educação, qualificar as pessoas para o mercado de trabalho e valorizar as tradições culturais, integrando de forma mais efetiva os migrantes à sociedade e garantindo sua sobrevivência com segurança”, definiu a secretária da Assistência Social, Adnetra Vieira Santana.
Presente à abertura do seminário, o prefeito Hermes Pimentel lembrou que a maioria dos estrangeiros que vivem em Umuarama, atualmente, já contam com emprego e moradia. “Alguns chegam de passagem, mas os que decidem viver na cidade são bem acolhidos pelo poder público, pela Caritas e entidades assistenciais”, disse.
Segundo Pimentel, a boa acolhida é tradição do povo brasileiro, formado por uma grande mistura de povos, “por isso devemos tratar bem os estrangeiros”, disse.
“Ser migrante não é crime, não é invasão, não tem nada de errado. Devemos acolher bem as pessoas que precisam deixar seus países por questões políticas e sociais, dificuldades que os fazem abandonar suas vidas e tentar a sorte em outra nação”, afirmou.
De acordo com o prefeito, Umuarama está estruturada para acolher os migrantes de qualquer parte do mundo. “Quem vem viver aqui encontra emprego, assistência, saúde, educação e moradia acessível. A acolhida é tão boa que a maioria acaba fixando residência definitiva”, completou.
Conforme a coordenadora local do MigraCidades, psicóloga Francielle Nelli Palma, da Assistência Social, dentre os 5,5 mil municípios brasileiros, apenas 54 em 11 Estados detém o selo do programa, obtido após o diagnóstico das políticas locais, definição e monitoramento de áreas prioritárias e desenvolvimento de ações de acolhimento e integração dos migrantes.
“É preciso tratá-los com humanidade. Eles chegam de outros países fugindo de conflitos, da pobreza e da falta de perspectiva, fragilizados e sem recursos, por isso precisam de apoio”, comentou.
O seminário teve um quadro cultural, apresentações institucionais da Caritas, ACNUR (agência da ONU para refugiados) e OIM (Organização Internacional para Migrações) sobre movimento migratório e refugiados no Brasil e no mundo, e uma capacitação para a rede de atendimento às vítimas do trabalho escravo e do tráfico de pessoas com a procuradora do Trabalho de Curitiba, Cristiane Sbalquiero.
À tarde houve oficinas temáticas e práticas de integração social (acesso a serviços públicos), laboral (acesso ao mercado de trabalho e outras formas de economia), acesso a educação, saúde, assistência social e integração sustentável, à comunidade e direito às cidades, ao lazer e à proteção à cultural original. Apresentações com um grupo cultural de migrantes encerraram o seminário por volta das 17h.
(Reportagem: Assessoria)
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