FOTO: Assessoria AMU
É comum o pensamento de que mulheres virgens não precisem de acompanhamento ginecológico, justamente por não terem vida sexual ativa. No entanto, segundo a médica ginecologista, obstetra e mastologista, Dra. Tânia Regina A. Perci (CRM-PR 13.225), tal pensamento não é correto, e ainda pode acarretar em complicações futuras.
“Virgens ou mulheres que não mantêm relações sexuais há muitos anos também precisam fazer acompanhamento ginecológico. Existem doenças do aparelho reprodutivo que afetam a mulher, mesmo que não tenham contato sexual”, afirma a especialista.
Exame preventivo
O exame preventivo (Papanicolau) é essencial para a saúde feminina e deve ser realizado por todas as mulheres, independente de terem ou não atividade sexual. A Dra. Tânia Perci indica que, a partir dos 25 anos as mulheres virgens devem fazer o preventivo, para acompanhar a saúde do útero e colo do útero.
Para aquelas que já iniciaram a vida sexual, o exame deve começar a ser colido logo depois da primeira relação sexual e deve ser repetido todos os anos.
“É através desse exame que conseguimos detectar possíveis problemas, como a presença do vírus HPV, causador do câncer de colo uterino”, esclarece, destacando que, se diagnosticado precocemente, as chances de cura são altíssimas.
Muitas mulheres adiam a prevenção e só procuram o ginecologista quando surgem sintomas, como sangramento fora do período menstrual, mau cheiro, dores. “Quando isso acontece o câncer já pode estar em estágio avançado, sendo necessário o uso de métodos totalmente invasivos para o tratamento”, alerta a ginecologista.
Saúde íntima
A saúde intima é extremamente importante, e por ser uma região interna e de difícil percepção, o acompanhamento de um especialista é essencial e não deve ser adiado.
“Sintomas que parecem simples, como corrimento e coceira em mulheres e/ou meninas virgens, não devem ser ignoradas, já que muitas infecções genitais podem ocorrer sem qualquer fase da vida”, orienta Dra. Tania.
Segundo ela, a secreção vaginal, por exemplo, pode ter causas fisiológicas, orgânicas ou psicológicas. E pode variar de intensidade, de acordo com as influências hormonais, como as fases do ciclo menstrual, uso de hormônios, gravidez, e até a excitação sexual.
“Quando o equilíbrio entre estes fatores se rompe é que ocorrem os processos inflamatórios e infecciosos, causando o corrimento vaginal, que geralmente se caracteriza por aumento do fluxo associado à coceira vulvovaginal, dor ou ardor ao urinar e sensação de desconforto pélvico”, elenca a médica.
Diversos fatores facilitam a causa de infecções e de possíveis doenças, por isso, o acompanhamento especializado deve ser rotina para a manutenção da saúde íntima feminina.
OUTRAS DÚVIDAS SOBRE OS CUIDADOS ÍNTIMOS DAS VIRGENS
Devo ir ao ginecologista só quando não for mais virgem?
Dra. Tânia – Não. O ideal é que a primeira consulta ginecológica aconteça no início da puberdade, mesmo antes da primeira relação sexual. Além da avaliação da saúde, a menina poderá receber orientações valiosas para toda a sua vida.
Ter corrimento, mesmo sendo virgem, é normal?
Dra. Tânia – Corrimento e coceira podem ser sinais de infecção vaginal, provocados pela baixa da imunidade e consequente proliferação das bactérias vaginais e por reação à corpo entranho, como no caso de tampões e preservativos. Procure um especialista.
(Assessoria Associação Médica de Umuarama)
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