Foto: Assessoria Uopeccan
Em 2017, Kátia Mauer Wintrich, 47, notou, durante o autoexame, um nódulo no seio e buscou ajuda médica. “Eu fiz uma consulta, um ultrassom e a médica logo falou que era um nódulo e que poderia ser câncer. No dia que eu sai daqui, que soube que estava com câncer, meu marido me abraçou e falou ‘na alegria e na tristeza, na saúde e na doença’. E aquilo foi um divisor de águas, eu estava mais para baixo e decidi que era bola para frente, tratar”, relembra.
No mês de setembro deste ano, o diagnóstico completou 5 anos e durante o período de tratamento, Kátia conta que se manteve alegre, contagiando todos ao seu redor. “No começo, a minha família ficou como eu, desesperada. Mas com o ânimo, todo mundo via que eu estava reagindo bem, que ia bem no tratamento, que o câncer não é um bicho de 7 cabeças. Às vezes, tinha pessoas que não sabiam o que falar comigo e eu acabava apoiando, incentivando”.
Apesar de o câncer, assim como outras doenças, ocorrer e ser visto de forma individual, o psicólogo do Hospital do Câncer Uopeccan de Cascavel Claudecir Verli, explica que manter a positividade pode influenciar no tratamento. “Trata-se de um desafio, mas emoções positivas e a esperança de modo geral podem favorecer o decorrer do processo e beneficiar o próprio comportamento perante a doença. Não há como evitar sentir medo, dúvida ou ansiedade, por exemplo. No entanto, é possível reconhecer e aprender a agir de forma assertiva perante tais situações, transformando a dificuldade em disposição e força em prol da melhora”.
Para Kátia, o autoexame foi essencial para o diagnóstico precoce, assim como buscar um médico o quanto antes, conforme explica a oncologista clínica da Uopeccan de Cascavel Juliana Seeber. “É fundamental que a mulher conheça o seu corpo. Ao fazer o autoexame e ficar na dúvida, a orientação é procurar um médico o mais breve possível! Seja o médico da unidade de saúde, o clínico geral, o mastologista ou oncologista. Quando existir a suspeita de alguma lesão (nódulo, ferida, retração) a recomendação é uma avaliação médica”.
Kátia passou por uma cirurgia para a retirada do nódulo e das ínguas, além de quimioterapia. Atualmente faz apenas acompanhamento.
(Assessoria Uopeccan)
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