Na conta de um dos produtores atingidos, pelo menos 1,5 milhão de abelhas morreram nos últimos dias

Umuarama

Milhares de abelhas aparecem mortas na Estrada Cedro em possível crime ambiental

Apicultor diz que a mortandade se deu após o uso de agrotóxico em uma propriedade vizinha

Na conta de um dos produtores atingidos, pelo menos 1,5 milhão de abelhas morreram nos últimos dias
Milhares de abelhas aparecem mortas na Estrada Cedro em possível crime ambiental
Leonardo Revesso
OBemdito
14 de julho de 2022 12h25

Milhares de abelhas apareceram mortas nos últimos dias em pelo menos 10 propriedades rurais localizadas na Estrada Cedro, próximo ao distrito de Lovat, em Umuarama. Os enxames eram fonte de renda para os agricultores.

O pequeno apicultor Dorisvaldo Vieira disse que as abelhas começaram a morrer depois do uso de agrotóxicos em uma propriedade rural das redondezas, que recorreu ao uso de dissecante. “É ruim de ver. As bichinhas todas mortas. O chão forrado de abelhas”, denuncia.

Vieira afirmou que pelo menos 30 colmeias foram devastadas na localidade, fazendo com a mortandade passe de 1 milhão e 500 mil abelhas, entre operárias e rainhas das espécies jataí, europa e iraí. Cada caixa reúne, em média, 50 mil produtoras de mel. A destruição pode ser ainda maior.

“A gente fica com o coração partido em ver aquilo. Sem falar no prejuízo. Dava para tirar mel pelo menos três vezes por ano. Costumava dar até 12 quilos de mel por caixa. Acabou tudo”, lamentou.

Para Dorisvaldo Vieira, é muito provável que todas as abelhas da região tenham sido dizimadas, o que impedirá o retorno da cultura.

Os apicultores estão se reunindo para denunciar o provável crime ambiental e exigir seus direitos.

Registro feito por um dos apicultores da Estrada Cedro: “É ruim de ver”
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