Foto: Danilo Martins/OBemdito
Terreiros, Pais e Mães de Santo, descarrego, Pontos, Linhas, Entidades. Todos estes são aspectos presentes na Umbanda que, apesar de ter nascido no Brasil há mais de um século, ainda é muito confundida e desconhecida pela população brasileira.
Tentando desfazer preconceitos e sanar certas dúvidas, OBemdito conversou com o umuaramense Pai de Santo Marcelo Mares dos Anjos, que explicou de forma objetiva quais são os fundamentos desta religião, que mescla aspectos kardecistas do espiritismo, da fé católica e também de religiões de matriz africana.
Ele, que se cresceu dentro de um lar umbandista desde criança, explica que a religião surgiu com influência do tempo dos escravos, com peso cultural indígena, e também tem muita presença e relação com a natureza. A Umbanda tenta estabelecer uma conexão entre o Criador e seus praticantes, e também explorar a o melhor entendimento do umbandista sobre corpo físico, espiritual e emocional.
A doutrina umbandista possui sete Linhas – também chamadas de Vibrações – onde cada uma é representada por uma Mensageiro, ou Entidade, a ser cultuado pelo umbandista. A linha de Oxalá, por exemplo, também pode ser interpretada como o reflexo de Deus, ou Jesus Cristo, para os cristãos. A linha dos Caboclos, liderada por Oxóssi, pode ser associada a São Sebastião, do catolicismo, assim como Ogum seria São Jorge, na linhagem das Demandas.
Em seus cultos, também chamados de dias de trabalho, os Médiuns, Pais e Mães de Santo se reúnem nos Terreiros para oferecer uma palavra de aconselhamento, e até de conforto para os consulentes, que são as pessoas que procuram a religião para conversar com os umbandistas. Neste dia, aberto ao público, a Mãe ou Pai de Santo realizam as incorporações, ou seja, as manifestações das entidades, que oferecem palavras de sabedoria aos visitantes.
A roupa branca utilizada pelos membros simboliza a paz necessária para o corpo e espírito, e as Guias – espécies de colares com cores variadas – são instrumentos que garantem força dentro do terreiro de Umbanda, para que haja a manifestação das entidades, como um elemento catalisador para a incorporação das entidades, além de proteção para o usuário.
Apesar de ainda existir muita preconceito religioso no cenário brasileiro atual, pela experiência de Marcelo, com o passar do tempo os episódios de intolerância religiosa tenderam a diminuir. “Pouco tempo atrás era mais complicado”, ele relata. “O pessoal te julgava mesmo. Hoje eu vejo que está mais tranquilo, apesar de um ou outro que não entende e acha que é do mal”.
Ainda existe a confusão com ritos de outras religiões que muitas vezes são associados à Umbanda, como no caso das “bruxarias”, que na realidade são rituais de religiões Wicca, de origem europeia. “Na Umbanda não há magia negra“, Marcelo explica. “Nós nem acreditamos que exista o inferno, na verdade”.
Há muita informação que é repassada errada ou interpretada de forma errada ou pejorativa. “Até mesmo na nossa religião, como a Umbanda, Candomblé, as pessoas ouvem ‘Oxalá’ e dizem ‘É o Diabo’, mas não. Oxalá é Deus, e Deus é um só.”, expõe. “Porém mesmo os que trabalham na linha da malandragem ainda oferecem uma palavra de aconselhamento, para a pessoa buscar, mesmo que não um terreiro de Umbanda, um conforto espiritual em uma igreja católica, evangélica, etc”, conclui.
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