Foto: Butantan
Foi identificado o primeiro caso da variante XAG, recombinante da ômicron, no Paraná. Conforme o Instituto Butantan, pelo menos 35 amostras já foram identificadas no país desde março deste ano. As informações são do site Ric Mais.
O Brasil é o país com maior número de pacientes infectados pela variante no mundo. Os 35 casos foram detectados em cinco estados diferentes: Rio Grande do Sul, com 25 sequências até dia 9 de junho, seguido do estado de São Paulo, com seis sequências identificadas (cinco delas pela Rede de Alerta), duas sequências identificadas em Santa Catarina, uma no Paraná e uma em Minas Gerais.
Diante disso, o especialista Alex Ranieri acredita se tratar de uma variante recombinante da ômicron brasileira, mesmo com a identificação em outras cinco nações: quatro casos foram identificados em Israel, três nos Estados Unidos, três na Dinamarca, um na Alemanha e um no Chile, segundo a plataforma Pango de notificação de variantes do SARS-CoV-2.
Conforme pesquisas do bioinformata, as primeiras sequências no Brasil apareceram entre os dias 10 e 23 de março no Rio Grande do Sul. Outros 13 registros registrados pela rede foram feitos entre os dias 14 e 19 de abril embora a maior quantidade de casos tenha sido identificada no mês de maio deste ano.
De acordo com o órgão, as amostras foram inicialmente classificadas como XQ, e reclassificadas como XAG no dia 14 de junho, após estudos mais detalhados do genoma da variante.
Segundo Alex, pelo menos 47 sequências da XAG, que é uma recombinação das linhagens BA.1 e BA.2 da ômicron (semelhante à variante XQ, mas com pequenas mudanças no genoma entre elas), já foram detectadas no mundo. A diferença entre as recombinantes XQ e XAG se consolidou à medida que mais sequenciamentos foram realizados pela Rede de Alerta.
O profissional ainda explica que a diferença entre uma recombinante e outra é basicamente o ponto da proporção do genoma entre elas. Isto é, as variantes recombinantes do vírus da Covid-19 estão atualmente sendo formadas pelas linhagens BA.1 e BA.2 da ômicron, com diferenças entre as proporções desse genoma.
“No caso da XAG ela tem uma proporção do genoma diferente em relação à XQ e algumas outras pequenas mutações, que nos permitiram fazer essa diferenciação”,
conclui o bioinformata.
O RIC Mais divulgou ter encontrado em contato com a Secretaria de Estado da Saúde para saber em qual cidade do Paraná foi identificado o primeiro caso e como está o paciente. Porém, ainda não havia recebido um retorno até a publicação da reportagem.
(Informações: RIC Mais)
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