Salão de beleza tem muitos e muitos em Umuarama. Há quem diga que há um em cada esquina. Exagero à parte, o que se sabe de verdade é que a cidade é famosa pela boniteza de sua gente, o que, talvez, colabore para empreendimentos desse ramo prosperarem por aqui.
Porém, especializado em cabelo afro, Umuarama só tem um: o Espaço Nega Flor, da Jéssica Baiana. O local acaba de ser inaugurado. Depois de um longo tempo atendendo em casa [na varanda, na sala], ela decidiu investir num ambiente específico para receber clientes. Tem cerca de 200, maioria mulher, que fazem questão de deixar os fios crespos sob os cuidados dela.
Natural da Bahia, a jovem Jéssica Oliveira Borges Ferreira mora em Umuarama desde 2014. Em 2017, percebendo que havia demanda por esse serviço, começou a atender e a se capacitar. Além de hidratação e penteados, ela faz tranças baseadas nas clássicas africanas, mas com os tons supermodernos que vimos por aí.
Aliás, as tranças são o destaque da competência dela. Rastafari, twist, box braids, dread look, nagô e tantos outros estilos estão, cada vez mais, fazendo a cabeça da moçada. Ela aproveita a boa onda para aprimorar seu negócio, reunindo o amor pela profissão e o talento que desenvolveu.
“Mainha era trancista; minha avó, minhas tias, também. Era comum elas se sentarem nos finais de tarde na calçada e ficarem fazendo trança uma na outra, nas crianças, valorizando o autocuidado. Cresci vendo isso e herdei a aptidão”, conta.
Diz também que está bastante satisfeita: “Tenho uma boa clientela, que valoriza meu trabalho, o que me dá ânimo para continuar me dedicando a essa arte… eu respiro isso aqui!”.
No Nega Flor a diversidade de material para acrescentar às tranças chama a atenção. Tem linhas, cordões e adereços de muitos texturas e cores, tudo para agradar os que querem um look estiloso. “Procuro ser criativa, porque quem vem aqui contratar o meu serviço quer sair arrasando no visual”, comenta.
Izabelly Félix, estudante de Publicidade, é uma dessas clientes. Há seis anos ela cuida dos cachos com a Jéssica Baiana. “Eu amo! Muda o visual, empodera, é muito bonito”, exclama sentada à frente do espelho, já com as tranças quase prontas. “Saio daqui muito feliz!”, arremata.
Conhecimento técnico não é tudo na carreira de Jéssica Baiana. Sua participação em ativismo social é expressiva, em Umuarama. Estudante de Direito no UniAlfa, ela atua no Movimento Negro de Umuarama, no Neabi (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas) do IFPR, na Comissão de Verificação de Cotistas do NRE e na ONG União pela Vida, entre outras entidades.
“Não vivo sem um movimento social”, diz. Tanto que criou, em parceria com três amigas, um projeto para ensinar mulheres da periferia a fazer as ‘tranças afro’ da moda, o “Pretas Ubuntando”, com o objetivo de ajudá-las a buscar uma fonte de renda.
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