Redação Publisher do OBemdito

Pedido de cassação do vereador Ronaldo será comunicado ao plenário da Câmara nesta segunda

Pedido de cassação do vereador Ronaldo será comunicado ao plenário da Câmara nesta segunda
Redação - OBemdito
Publicado em 30 de maio de 2022 às 18h31 - Modificado em 22 de maio de 2025 às 05h49

O pedido de cassação do mandato do vereador Ronaldo Cruz Cardoso deve ser comunicado ao plenário da Câmara de Umuarama na sessão ordinária desta segunda-feira (30) à noite, em atendimento ao princípio constitucional da publicidade.

Na mesma sessão, o presidente do Legislativo, Fernando Galmassi, deve definir o rito que será utilizado para a análise do pedido, protocolado na última sexta-feira (27) pelo médico veterinário Estefano Demczuk.   

É a Mesa Diretora que determinará os passos a serem trilhados. Formada titularmente por Fernando Galmassi e Clebão dos Pneus, a Mesa tem a função de apreciar e dar encaminhamento à denúncia, primeiro de tudo ouvindo o acusado.

A Mesa então decide pela instalação (ou não) de uma Comissão de Exame da Denúncia, composta por 3 vereadores, definidos por sorteio. A Comissão tem 15 dias para dar o seu parecer diante dos fatos apresentados pelo veterinário e de novos indícios ou provas que possam surgir.

Se concluir pela procedência da denúncia, a Comissão pode propor a aplicação de penas mais brandas, como advertência pública oral e escrita, advertência pública com notificação ao partido do acusado e destituição do vereador dos cargos administrativos que ocupa na Câmara, como a presidência de comissões internas.

Essa destituição não significa perda do mandato. Para chegar à cassação, a denúncia precisa ser encaminhada pela Comissão de Exame a uma outra esfera, a Comissão Processante, também escolhida através de sorteio em plenário.

A complexidade, segundo o procurador jurídico da Câmara, Diemerson Castilho, se justifica sob o entendimento de que o vereador foi eleito pelo povo e seu mandato não posse ser retirado sem rigorosa análise, ouvindo as partes envolvidas.

O Ministério Público do Paraná (MPPR) também investiga Ronaldo. O vereador é acusado de usar a função pública para obter vantagem indevida na aprovação de um projeto de lei que altera o zoneamento urbano do município.

A alteração é pré-requisito para a liberação de um loteamento comercial do empresário e engenheiro civil Vitor Hugo Gaiari Rojas. Ronaldo teria pedido dinheiro ao empresário para acelerar o trâmite da aprovação na Câmara, uma vez que ele é presidente da Comissão de Justiça e Redação.

A denúncia surgiu a partir de uma conversa gravada pelo vereador João Paulo Maciel de Oliveira, em seu gabinete, no momento em que foi procurado pelo empresário para relatar o pedido de propina que teria sido feito por Ronaldo.

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as notícias do OBemdito em primeira mão.