A médica geriatra Priscila Cogo, que atende em Umuarama
Pessoas de mais idade entendem bem a expressão “cobreiro”, como é popularmente conhecida a Herpes-Zoster, pequenas bolhas na pele, com ocorrência bastante comum em idosos.
A herpes-zoster é uma doença infeciosa, que pede cuidados especiais. “As erupções costumam surgir no abdome, costas e tórax e é provocada pelo vírus da varicela, o mesmo que provoca a catapora. A diferença é que a catapora se manifesta em crianças, logo nos primeiros anos de vida. Já a herpes-zoster atinge pessoas maduras, com mais frequência os idosos”, esclarece a médica geriatra Priscila Cogo.
Uma curiosidade sobre a doença é que as erupções afetam apenas um lado do corpo, acompanhado por dor e sensibilidade na região. “As bolhas podem surgir depois dos episódios de dor, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico na fase inicial, pois os sintomas se confundem com dor muscular ou problema de coluna”, aponta a medica. “O surgimento das erupções é que vão evidenciar a herpes-zoster, o que acontece entre 7 e 10 dias depois”, acrescenta.
Na fase inicial de incubação, marcada pela vermelhidão da pele, as queixas mais comuns entre os idosos são de mal-estar geral, dores de cabeça, febre e sensibilidade à luz. “Depois da manifestação, os relatos dos pacientes são de queimação e coceira intensa na pele e sensação de agulhadas”, destaca a geriatra.
Com o avançar da idade, a imunidade naturalmente vai diminuindo. E um dos principais fatores que desencadeiam a herpes-zoster em idosos é a baixa imunidade.
Portadores de HIV são propensos a desenvolver o vírus varicela, em consequência do uso de medicamentos que contribuem para a queda da imunidade.
Pessoas com câncer e doenças autoimunes, cujo tratamento são à base de imunossupressores também podem desenvolver a doença.
Um dos cuidados com a saúde do idoso é se atentar à alimentos que possam repor as vitaminas necessárias para manter o sistema imunológico ativo.
Existem algumas causas que podem enfraquecer o sistema imunológico. Saiba quais são:
Estresse: o estresse inibe as células de defesa, que reduzem a produção de hormônios como o cortisol e adrenalina.
Maus hábitos alimentares: alguns nutrientes são necessários para que o corpo produza anticorpos que impedem a ação de agentes invasores no organismo.
Depressão: idosos deprimidos produzem menos células de defesa em resposta a infecções.
Insônia: assim, como a depressão, a insônia diminui o número de células de defesa que agem contra agentes infecciosos.
Uso abusivo de medicamentos: doenças oportunistas surgem quando o uso de medicamento, sem orientação médica, enfraquece o sistemaimunológico.
Em pessoas com idades mais avançadas, a herpes-zoster pode acarretar complicações. “A mais comum é o surgimento da neuralgia pós-herpética (NPH), uma dor intensa, que pode durar meses ou anos, comprometendo a qualidade de vida das pessoas acometidas pela doença”, explica Dra. Priscila.
Assim como a catapora em crianças, as erupções de herpes-zoster podem deixar marcas na pele, o que afeta negativamente o paciente, já que podem levar ao isolamento social, queda da autoestima, depressão, e até morte, em casos mais severos.
A orientação é de que, aos primeiros sinais, o idoso consulte um geriatra, que indicará o procedimento mais adequado para o tratamento.
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