Foto de Leonardo Revesso Leonardo Revesso Publisher do OBemdito

Prefeitura busca acordo para liberar salário de funcionários da ‘tenda Covid’

Prefeitura busca acordo para liberar salário de funcionários da ‘tenda Covid’
Terceirizados reduziram carga de trabalho na tarde desta sexta (14) e várias pessoas com sintomas de Covid tiveram que voltar para casa. RICARDO TRINDADE/OBEMDITO
Foto de Leonardo Revesso
Publicado em 14 de maio de 2021 às 21h03 - Modificado em 23 de maio de 2025 às 06h20

A Prefeitura de Umuarama emitiu nota no início da noite desta sexta-feira (14) sobre a situação dos salários atrasados dos funcionários que trabalham no Ambulatório Municipal de Síndromes Gripais. Eles reduziram a carga de trabalho e ameaçavam entrar em greve, conforme publicou OBemdito.

“O município de Umuarama e o sindicato dos trabalhadores na área de saúde, junto com o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público do do Paraná, estão tomando todas as providências, legalmente ao seu alcance, para que os funcionários da empresa terceirizada na área de saúde, cuja administradora encontra-se detida, possam receber os salários a que fazem jus em razão do último mês de trabalho”, informou a nota.

E acrescentou: “Município e sindicato estiveram reunidos na quinta-feira (13) com o MP/PR e o MPT, e nesta sexta com os trabalhadores. Apesar do atraso no pagamento por parte da empresa privada, terceirizada, a Prefeitura comunica à população que os serviços continuarão sendo prestados normalmente nas unidades de saúde do município”.

É no ambulatório que são centralizados os exames para a Covid-19 pelo SUS. Os funcionários acusam atraso no salário de abril, que deveria ter sido pagado até a última segunda-feira (10).

Os trabalhadores foram contratados por uma das empresas investigadas pela Ministério Público na Operação Metástase, deflagrada no dia 5. Os valores em contas bancárias das empresas foram bloqueados a pedido do Ministério Público. 

“Temos compromissos assumidos com os nossos salários, mas o que mais nos angustia é essa falta de informação. Ninguém vem aqui falar conosco. Estamos isolados, sem saber onde vai parar tudo isso”, disse a OBemdito uma técnica de enfermagem, que pediu para não ser identificada.

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as notícias do OBemdito em primeira mão.

Foto de Leonardo Revesso

Leonardo Revesso

Graduado em Direito pela Unipar, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e especializando em Neurociência do Consumo pela ESPM. Tutor da Olívia, da Ludi e da Mila. Está no jornalismo há 27 anos (iniciou aos 15). No OBemdito escreve sobre política e consumo.