Umuarama

Em Umuarama, projeto arrecada quase 200 quilos de pilhas e baterias usadas

Cada vez mais as pessoas estão assimilando a importância de dar a destinação correta às pilhas e baterias usadas, sem descartá-las no lixo comum. Uma prova disso é a campanha ‘Papa-Pilha’, realizada em parceria entre a Diretoria de Meio Ambiente da Prefeitura de Umuarama e o Sicoob, que acaba de recolher 185,8 quilos desses produtos.

O material foi entregue à cooperativa pela chefe da Divisão de Controle Ambiental, Fernanda Periard Mantovani, nesta quarta-feira (12) e agora será enviado para Maringá, sede do Instituto Sicoob, que encaminhará para empresas que fazem reaproveitamento de vários componentes.

“É muito importante ver que, a cada ano, conseguimos aumentar a quantidade de materiais arrecadados. Além de retirarmos do meio ambiente um produto que contém metais pesados, e ainda contribuímos com o Instituto Sicoob, que investe em projetos de educação ambiental de milhares de crianças”, comenta Fernanda.

Ela destaca ainda que dentro de mais alguns meses uma nova remessa de pilhas e baterias será repassada à cooperativa, já que as entregues nesta quarta-feira foram só as recolhidas na sede da Prefeitura.

“Temos papa-pilhas espalhados por diversos setores da Prefeitura e as pessoas vão depositando os dispositivos. Temos também pontos de coleta em todas as unidades básicas de saúde (UBSs) e nas escolas municipais. Nesses locais nós não fizemos a retirada dos materiais, então já podemos garantir que a próxima etapa será um sucesso”, comentou.

Desde o início do projeto, há pouco mais de dois anos, o Papa-Pilha já repassou pelo menos meia tonelada de materiais. “O descarte incorreto de pilhas e baterias usadas pode ter como consequência a contaminação do solo e do lençol freático. Esses dispositivos são muito eficientes durante sua vida útil, mas depois que não funcionam mais, se tornam um problema sério, pois são compostos de metais pesados, como o chumbo, mercúrio, níquel e cádmio, e além da contaminação do ambiente podem causar doenças renais, alguns tipos de câncer e problemas ao sistema nervoso central”, observou Fernanda.

Adriel Martins, Pessoa de Apoio Estratégico (PAE) do Sicoob, relata que o Instituto conta com uma central de recebimento em São Paulo e de lá o material será enviado para um aterro com tratamento químico especializado. “A parte metálica e alguns componentes podem ser reciclados, com processos específicos. Já os materiais contaminantes são separados e recebem tratamento apropriado em outra empresa de São Paulo, para não contaminar o meio ambiente”, detalhou.

(Assessoria PMU)

Redação

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