Foto: Reprodução/Redes sociais
O Simepar confirmou que um tornado de categoria F2 atingiu Maringá na madrugada da última segunda-feira (2) e causou destruição na cidade. A confirmação ocorreu no início da noite desta terça (3) durante uma coletiva de imprensa.
A Prefeitura de Maringá convocou a coletiva para detalhar o andamento do trabalho das equipes que atuam na recuperação do município. Na ocasião, técnicos do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmaram a passagem do tornado F2.
O fenômeno atingiu o município na madrugada de segunda, durante uma forte tempestade que provocou estragos em diferentes regiões. A força dos ventos derrubou centenas de árvores, destelhou imóveis e danificou estruturas comerciais e residenciais. Além disso, atingiu veículos e comprometeu a rede de distribuição de energia elétrica. A Copel informou que mais de 80 mil pessoas ficaram sem energia elétrica e que a força dos ventos derrubou mais de 170 postes na cidade.
Um dos locais atingidos pelo tornado foi o quartel do Corpo de Bombeiros, que teve parte da cobertura destruída. Estruturas de empresas também foram severamente danificadas, principalmente na região do Parque das Indústrias. Na localidade, o tornado arrancou telhados e partes das estruturas metálicas de diversos barracões.
De acordo com balaço da Prefeitura, as equipes atenderam 363 ocorrências de quedas de árvores, além de danos em imóveis, veículos e postes. A dimensão dos estragos levou o município a decretar estado de calamidade pública.
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A classificação F2 faz parte da Escala Fujita, utilizada para avaliar a intensidade dos tornados a partir dos danos provocados pelo fenômeno. A escala original vai de F0 a F5, sendo F0 a categoria de menor intensidade e F5 a mais elevada.
Na categoria F2, os ventos são estimados entre 180 km/h e 253 km/h. Essa intensidade pode provocar destelhamentos, arrancar árvores, destruir estruturas e lançar objetos a grandes distâncias.
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A classificação não é determinada apenas pela velocidade registrada em uma estação meteorológica. Os especialistas analisam principalmente o padrão de destruição deixado pelo fenômeno, considerando a resistência das estruturas atingidas, a vegetação, a distribuição dos destroços e as evidências de rotação dos ventos.
O Simepar utiliza levantamentos em campo, imagens de radar e satélite, registros meteorológicos e mapeamentos com drones para identificar a trajetória e estimar a intensidade dos tornados.
A tempestade registrada na madrugada de segunda-feira foi acompanhada de chuva intensa e rajadas de vento. Dados meteorológicos divulgados após o temporal apontaram registros de 96,8 km/h pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Já a estação meteorológica do Simepar em Maringá registrou rajadas de 81 km/h por volta das 3h30.
Essas medições representam registros pontuais nas estações e não necessariamente a velocidade máxima dos ventos no interior de um tornado. A classificação F2 considera a estimativa baseada nos danos encontrados durante a avaliação técnica.
(OBemdito com informações do GMC Online)
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