A prática de atividades físicas exige preparo e atenção redobrada. Afinal, o corpo humano precisa de suporte antes, durante e depois dos exercícios. Nesse cenário, a figura do Fisioterapeuta Esportivo e Osteopata tornou-se indispensável para atletas profissionais e amadores.
Em entrevista a OBemdito Saúde, conduzido por Graça Milanez, o especialista Jeferson André Bortolin detalhou os avanços da área. Com passagens por grandes clubes de futsal e vasta experiência acadêmica, o profissional explicou como técnicas modernas e o acompanhamento precoce mudam o rumo de carreiras no esporte.
Antigamente, a atuação da fisioterapia se concentrava apenas no tratamento de lesões já instaladas. Contudo, o mercado evoluiu. Hoje, o Fisioterapeuta Esportivo e Osteopata atua de forma preventiva, mapeando os riscos biomecânicos de cada indivíduo.
Segundo Bortolin, a presença constante desses profissionais nos centros de treinamento reduz drasticamente o tempo de afastamento dos atletas. “Temos o departamento médico focado em manter os esportistas em alto rendimento por muito mais tempo”, destacou o especialista durante o programa.
Enquanto profissionais contam com suporte diário, os atletas de fim de semana costumam negligenciar o reforço muscular. Essa falta de preparo gera fragilidades articulares, resultando em torções e rupturas ligamentares sérias.
O avanço da tecnologia e de métodos internacionais trouxe novas perspectivas para a reabilitação. Bortolin destacou o uso de técnicas suíças de regeneração celular rápida, capazes de quebrar fibroses musculares em tempo recorde. O método já foi aplicado em nomes de peso do futebol nacional e internacional, mais recente Neymar Jr.
Além disso, terapias tradicionais como a imersão em gelo continuam válidas, desde que aplicadas com critério técnico. “O gelo provoca a vasoconstrição e, na saída da imersão, abre os vasos, melhorando a circulação sanguínea e retirando metabólitos”, explicou.
Ao ser questionado sobre a “pílula da saúde”, o especialista foi direto: o segredo está no movimento. O sedentarismo prolongado atrofia não apenas a musculatura, mas também compromete a saúde mental e social dos indivíduos.
“Nós nascemos, engatinhamos, andamos e corremos. Quando envelhecemos, fazemos o caminho inverso se pararmos de nos mover. Precisamos evitar o imobilismo a todo custo”, pontuou o fisioterapeuta.
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