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Operação Kriptonita mira quadrilha de furto de Hilux e cumpre mandados em Umuarama e região

Furto de Hilux capturado por câmeras de segurança e divulgado pela PCPR.
Foto: Reprodução/7ª SDP
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Publicado em 28 de outubro de 2026 às 07h49 - Modificado em 28 de outubro de 2026 às 07h49

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (28), a Operação Kriptonita, contra uma organização criminosa suspeita de furtar caminhonetes Toyota Hilux e enviá-las ao Paraguai. A ação, coordenada pela 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama, cumpre 20 mandados judiciais em Umuarama, Alto Piquiri, Guaíra e Perobal.

Ao todo, são sete mandados de prisão preventiva, dois de apreensão e internação provisória de adolescentes e 11 de busca e apreensão em residências. A operação conta com apoio da Polícia Militar e da Força Nacional de Segurança Pública.

Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram uma organização criminosa com atuação transnacional, comandada a partir de Umuarama por um homem conhecido pelo apelido de “Forte”.

O suspeito é apontado como responsável por coordenar os furtos e o transporte das caminhonetes até a fronteira com o Paraguai, onde os veículos eram destinados à receptação.

Líder é apontado como responsável por fuga de cadeia

De acordo com a PCPR, o homem conhecido como “Forte” possui antecedentes criminais e um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça do Rio de Janeiro, relacionado a uma condenação por tráfico de drogas.

As investigações também apontam que ele teria organizado e liderado uma fuga da cadeia pública de Assis Chateaubriand, em 2025.

Na ocasião, agentes penitenciários foram rendidos e mantidos reféns. Durante a fuga, os envolvidos levaram viaturas e armas da unidade prisional.

Conforme a Polícia Civil, o suspeito passou a comandar uma estrutura criminosa com divisão de tarefas em Umuarama e municípios próximos.

Grupo recrutava criminosos de Santa Catarina e adolescentes

A investigação identificou que a organização recrutava pessoas de Joinville, em Santa Catarina, para participar dos furtos no Paraná.

Segundo a PCPR, o líder custeava despesas de deslocamento, combustível e aluguel de kitinetes utilizadas como bases de apoio pelos integrantes.

O esquema também envolvia o aliciamento de adolescentes, que participavam da escolha dos veículos a serem furtados e do transporte das caminhonetes.

Ainda conforme a polícia, os adolescentes eram utilizados como motoristas para levar os veículos furtados, em alta velocidade, por rodovias estaduais e federais até a região de fronteira com o Paraguai.

As investigações apontam ainda que o chefe do grupo promovia churrascos e confraternizações em chácaras alugadas na região para comemorar os furtos realizados.

Polícia busca equipamentos usados nos furtos

Durante a Operação Kriptonita, os policiais procuram equipamentos eletrônicos utilizados para violar sistemas de segurança de veículos, incluindo aparelhos de programação de chaves automotivas, módulos de ignição e ferramentas de arrombamento.

Também são alvos das buscas placas clonadas, armas de fogo, dinheiro e dispositivos eletrônicos que possam contribuir com as investigações.

Os envolvidos são investigados por suspeita de organização criminosa armada e transnacional, furto qualificado, corrupção de menores e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

A operação é coordenada pelo Setor de Crimes Patrimoniais do Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 7ª SDP de Umuarama.

Até a divulgação das informações, as diligências continuavam em andamento. A Polícia Civil informou que os resultados consolidados das prisões e apreensões serão apresentados posteriormente.

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Luiz Fernando

Luiz Fernando é estudante de Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e trabalha há cinco anos no portal OBemdito auxiliando na cobertura de notícias em Umuarama e região.