Mulher grávida dá entrada no Norospar após ser espancada pelo companheiro em Umuarama
Uma mulher grávida, de 29 anos, procurou atendimento no Hospital Norospar após relatar ter sido agredida pelo companheiro, de 40 anos, na noite de sábado (17), no distrito de Lovat, em Umuarama.
Segundo o relato feito à Polícia Militar, ela levou um soco no rosto e foi empurrada contra um pilar dentro da residência onde mora. A equipe policial foi acionada por volta das 22h07, após comunicação do hospital.
Em contato com os policiais, a mulher informou que, além das agressões, passou a sentir dores no abdômen e nas costas. Por estar grávida, precisou de atendimento médico especializado.
Caso será investigado pela Polícia Civil
Durante o atendimento, os policiais orientaram a vítima sobre o direito de solicitar uma Medida Protetiva de Urgência e sobre os demais mecanismos de proteção previstos em lei.
A equipe registrou o boletim de ocorrência e encaminhou o caso à Delegacia da Mulher, responsável pela continuidade das investigações e pelas providências cabíveis.
Até o registro da ocorrência, não havia informações sobre a localização do companheiro ou sobre uma eventual prisão. O boletim foi encaminhado à Delegacia da Mulher, que deverá dar continuidade à investigação.
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Como denunciar casos de violência doméstica e buscar ajuda
Mulheres que sofrem agressões físicas, ameaças, violência psicológica ou outras formas de violência doméstica podem procurar ajuda e solicitar proteção. Em situações de risco imediato, a orientação é ligar para o 190, número da Polícia Militar, ou buscar um local seguro, longe do agressor.
A vítima não precisa esperar que as agressões se repitam para denunciar. Socos, empurrões, ameaças de morte, intimidação e controle da rotina também são situações que merecem atenção e podem justificar a busca por ajuda das autoridades.
Onde buscar ajuda
A mulher pode procurar uma Delegacia da Mulher ou uma delegacia comum para registrar a ocorrência e solicitar uma Medida Protetiva de Urgência. A proteção pode incluir o afastamento do agressor da residência e a proibição de aproximação ou contato, conforme a decisão judicial. O pedido não depende necessariamente de um boletim de ocorrência ou da abertura de um inquérito.
Também é possível buscar orientação pela Central de Atendimento à Mulher, no 180, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados. O canal também recebe denúncias de terceiros que tenham conhecimento de situações de violência.
- 190: Polícia Militar, em emergências ou situações de risco imediato.
- 180: Central de Atendimento à Mulher, para denúncias, orientações e informações sobre serviços de proteção.
- WhatsApp do Ligue 180: (61) 9610-0180.
- Serviços de saúde: hospitais e unidades de pronto atendimento podem prestar assistência médica, mesmo sem a apresentação de boletim de ocorrência.
Se for possível fazer isso com segurança, a vítima pode guardar mensagens, fotografias e outros registros que ajudem a documentar as agressões. A prioridade, porém, deve ser sair da situação de perigo e procurar ajuda.
A violência doméstica não deve ser tratada como um problema privado. A vítima tem direito à proteção, ao atendimento e ao acesso à Justiça. Familiares, amigos e vizinhos que presenciarem agressões ou souberem de uma situação de risco também podem denunciar e buscar orientação. (Fontes: Ministério das Mulheres e Governo Federal.)
(Com informações da Polícia Militar do Paraná)
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