Foto: Reprodução/Gov.br
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a propaganda do Semavy, medicamento à base de semaglutida pertencente à classe dos GLP-1, popularmente conhecida pelas chamadas “canetas emagrecedoras”. A determinação foi publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial da União.
Segundo a Anvisa, o Semavy possui tarja vermelha e está sujeito à retenção da receita médica. Por isso, não pode ser anunciado diretamente ao público.
A agência informou ter identificado publicidade do medicamento em painéis eletrônicos instalados no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, além do site do produto e de perfis nas redes sociais.
“A propaganda de medicamentos com tarja vermelha ou preta é proibida no Brasil”, reforçou a Anvisa ao divulgar a decisão.
O Semavy foi aprovado pela agência para o tratamento de diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado. O medicamento contém semaglutida, princípio ativo que integra a classe dos agonistas do receptor GLP-1.
A restrição não significa que a Anvisa tenha proibido a venda ou o uso do Semavy. A determinação publicada nesta sexta-feira é direcionada à propaganda do medicamento ao público.
Pela Lei nº 6.360/1976, a publicidade ao público é permitida para medicamentos isentos de prescrição. Produtos de tarja vermelha ou preta possuem regras mais restritivas de divulgação.
Conforme explicou a Anvisa, medicamentos que exigem prescrição devem ter sua divulgação restrita aos profissionais habilitados a prescrevê-los, como médicos e dentistas, ou dispensá-los, como farmacêuticos.
As chamadas canetas de GLP-1 passaram a ter ainda mais controle no Brasil. Desde 2025, a venda desses medicamentos exige retenção da receita nas farmácias, medida adotada pela Anvisa diante de preocupações relacionadas ao uso sem acompanhamento profissional.
A Hypera Pharma, responsável pelo Semavy, informou que mantém diálogo com a Anvisa e que adotou as medidas necessárias relacionadas às comunicações sobre a linha do medicamento.
“A companhia reforça seu compromisso com o cumprimento rigoroso da legislação sanitária e com a promoção do uso adequado e responsável de medicamentos”, afirmou a empresa.
A fabricante acrescentou que continuará prestando os esclarecimentos solicitados pela autoridade sanitária e adequando suas iniciativas de comunicação às determinações aplicáveis.
(Com informações Agência Brasil e Anvisa)
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