Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Requião Filho defende retomada da Copel e detalha propostas em entrevista ao OBemdito

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Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 13h04 - Modificado em 25 de setembro de 2026 às 13h04

Mesmo com a agenda eleitoral apertada em Umuarama, o candidato ao governo do Paraná pelo PDT, Requião Filho, reservou espaço na manhã desta sexta-feira (25) para uma entrevista com a jornalista Paula Damasceno, do OBemdito.

Durante a conversa, ele apresentou pontos do programa que pretende levar ao Palácio Iguaçu caso seja eleito. Entre as principais bandeiras citadas estão a retomada do controle da Copel pelo Estado, mudanças na política tributária, valorização dos profissionais da educação, realização de concursos públicos e ampliação do ensino integral e técnico.

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Requião Filho também criticou o modelo atual de gestão estadual, defendeu maior presença do poder público no interior e falou sobre sua estratégia eleitoral diante da possibilidade de um segundo turno.

Copel e política tributária

A retomada do controle estatal da Copel apareceu logo no início da entrevista como uma das principais propostas do candidato. Requião Filho afirmou que pretende rever o processo de privatização da companhia e usar a política energética como instrumento de desenvolvimento econômico.

“Vamos recuperar a Copel, vamos retomar o comando dessa companhia e colocar energia barata e de qualidade no campo, na indústria, na empresa e para você, da família paranaense”, afirmou.

Na área econômica, o candidato também defendeu mudanças na cobrança do ICMS. Entre as propostas apresentadas estão ICMS zero para pequenos e microempresários e o fim da substituição tributária.

Segundo Requião Filho, a ideia é reduzir a carga tributária e estimular a geração de empregos. A defesa de redução de impostos e de medidas voltadas aos pequenos negócios aparece entre as propostas econômicas apresentadas pelo candidato nesta campanha.

Educação no centro da proposta

Na educação, Requião Filho prometeu retomar o Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) e ampliar a formação continuada para os profissionais que trabalham nas escolas.

Ele também defendeu mudanças no plano de carreira e maior autonomia para os professores. “Não só dos professores, mas do portão da escola para dentro, todo mundo é educador”, afirmou.

O candidato criticou ainda o uso de plataformas digitais no ensino da rede estadual, classificando o modelo atual como um retrocesso e defendendo maior liberdade pedagógica para os professores.

“Nós queremos a criatividade de volta na sala de aula e você, professor, você, educador, reconhecido e tendo no Estado um parceiro, não um inimigo”, disse.

Requião Filho também afirmou que pretende ampliar gradualmente a oferta de ensino integral, combinando a formação regular com ensino técnico e profissionalizante.

Para isso, segundo ele, será necessário investir na infraestrutura da rede, incluindo reformas e construção de novas escolas.

Concursos para professores e policiais

Questionado pela jornalista Paula Damasceno sobre a falta de concursos para professores no Paraná, Requião Filho disse que pretende abrir concursos não apenas para a educação, mas também para as polícias Militar e Civil. “Nós precisamos ter policiais e professores”, afirmou.

O candidato também falou diretamente aos profissionais contratados pelo Processo Seletivo Simplificado (PSS). Ele defendeu que a experiência acumulada por quem já trabalha na rede seja considerada nos futuros concursos.

A proposta, segundo ele, seria estabelecer no edital uma pontuação para esses profissionais em razão da experiência anterior no Estado.

Colégios cívico-militares

Outro ponto da entrevista foi o modelo dos colégios cívico-militares. Requião Filho afirmou que, caso eleito, pretende retirar policiais da função exercida dentro das escolas e direcioná-los para atividades de segurança pública. “Policial tem que estar na rua fazendo o trabalho de policial”, declarou.

Ele defendeu o fortalecimento do patrulhamento escolar e uma atuação mais próxima das forças de segurança no entorno das unidades de ensino.

“Nós vamos sim tirar o policial de dentro da sala de aula e colocar o policial fazendo o trabalho de polícia”, afirmou.

Infraestrutura e ensino integral

Ao falar sobre a estrutura física das escolas, o candidato disse que não basta realizar melhorias estéticas nos prédios. Segundo ele, os investimentos precisam alcançar sistemas elétricos e hidráulicos, além da construção de novas unidades onde houver necessidade.

A proposta de ampliar o ensino em período integral seria acompanhada, segundo Requião Filho, pela expansão da educação técnica e profissionalizante.

A formação voltada ao mercado de trabalho também aparece entre os eixos apresentados por ele durante a campanha.

Críticas aos adversários

Durante a entrevista, Requião Filho também foi questionado sobre os adversários na disputa pelo governo do Paraná. Ao responder por que o eleitor deveria não votar em Sandro Alex (PSD) ou Sergio Moro (PL), o candidato apresentou críticas distintas aos dois.

Sobre Sandro Alex, afirmou que sua eventual eleição representaria continuidade da atual administração estadual. Já em relação a Moro, disse que o senador não apresentaria propostas suficientes para o Estado.

“Um é a continuidade do que está aí, imposto alto, conta de luz alta, privatização, um Paraná que só existe na propaganda. E o outro é só ódio, não tem proposta, não tem construção, só tem destruição”, afirmou. As declarações são avaliações políticas do próprio candidato sobre os adversários.

Segundo turno e alianças

Questionado sobre a possibilidade de um segundo turno e sobre uma eventual aliança com partidos que hoje integram a base do governo estadual, Requião Filho afirmou que não pretende estruturar sua campanha a partir de negociações antecipadas. “Eu não gosto de fazer política pensando em negociar, pensando em aliança”, disse.

Ao mesmo tempo, afirmou que aceita apoio de grupos políticos que concordem com o projeto que apresenta para o Paraná. “Eu aceito apoio, sim, de quem quiser um Paraná que cuida”, declarou.

O candidato citou como possíveis eixos de uma articulação política a relação com o governo federal, a expansão de universidades, programas de geração de emprego, redução de impostos e regionalização da saúde.

Saúde, mulheres e desenvolvimento

Na entrevista, Requião Filho também apresentou propostas voltadas às mulheres. Entre elas está a criação de um hospital da mulher e da infância, além de políticas para ampliar a segurança, a autonomia financeira e as condições para que mulheres ingressem ou permaneçam no mercado de trabalho.

“Eu quero que você, mulher, se sinta segura e reconhecida no Estado do Paraná e tenha como empreender, tenha como estar no mercado, perseguir o seu sonho”, afirmou.

Ele também defendeu investimentos em educação infantil e segurança nas escolas como parte de uma política mais ampla de apoio às famílias.

A regionalização da saúde é outro ponto que o candidato vem apresentando na campanha. O tema também aparece entre as propostas divulgadas por ele para o Estado.

Experiência e Câmara Federal

Durante a entrevista, Requião Filho também falou sobre sua experiência política e afirmou que pretende levar para a Câmara Federal, caso eleito deputado, os conhecimentos acumulados em sua atuação internacional.

Ele declarou ter presidido o Parlamento Latino-Americano, além de ter participado de atividades do Parlatino e do Parlasul. Segundo o candidato, essa experiência permitiu acompanhar debates sobre questões econômicas e políticas em diferentes países.

“Eu adquiri tanto conhecimento, tanta experiência, que eu me sinto obrigado a utilizar isso a favor do Paraná e do Brasil”, afirmou.

Requião Filho também fez críticas ao funcionamento da Câmara dos Deputados e defendeu uma atuação parlamentar mais voltada a questões estruturais. “Quero dar uma sacudida na Câmara Federal”, declarou.

Candidato mantém discurso de oposição ao atual modelo

Ao longo da entrevista, Requião Filho manteve uma linha de campanha baseada na crítica ao atual modelo de gestão estadual, especialmente em temas como privatizações, tributação, educação e serviços públicos.

A candidatura dele ao governo do Paraná pelo PDT foi oficializada em julho. Entre as propostas apresentadas publicamente pela campanha estão a retomada do controle estatal da Copel, redução do Custo Paraná, investimentos em infraestrutura, valorização dos profissionais da educação e medidas voltadas ao desenvolvimento regional.

Na entrevista ao OBemdito, o candidato reforçou esse posicionamento e buscou apresentar a eleição como uma disputa entre projetos distintos para o Estado.

A entrevista completa com Requião Filho, conduzida pela jornalista Paula Damasceno, faz parte da cobertura do OBemdito nas Eleições 2026.

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