Zeca Dirceu, candidato à reeleição pelo PT, fala ao OBemdito sobre campanha, investimentos em Umuarama, atuação parlamentar e eleições de 2026 - Foto: Danilo Martins/OBemdito
O deputado federal Zeca Dirceu, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), participou nesta segunda-feira (14) da rodada de entrevistas do OBemdito com candidatos nas eleições de 2026. Ele é o quinto entrevistado da série, que reúne nomes que disputam vagas para deputado estadual e federal.
Durante a entrevista, Zeca falou sobre a campanha, atuação parlamentar, investimentos destinados à região e posicionamentos políticos. Ele também comentou temas nacionais, como o INSS, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a disputa pelo governo do Paraná.
O candidato pediu votos para sua reeleição e destacou a relação com Umuarama, Cruzeiro do Oeste e outros municípios da região. Segundo Zeca, sua campanha cresceu desde a eleição de 2018 e deve resultar em uma votação maior neste ano.
“Eu tô vendo as pesquisas, nós vamos ampliar e muito. Vamos fazer uma votação muito maior aqui em Umuarama, em Cruzeiro do Oeste, na região”, afirmou.
Zeca também citou os resultados obtidos nas duas últimas eleições. Ele informou que recebeu 77 mil votos em 2018 e 123 mil em 2022. Para o candidato, o reconhecimento de seu trabalho se ampliou para outras regiões do Paraná.
Entre as ações mencionadas, Zeca citou investimentos em hospitais, prefeitura de Umuarama, agricultura, indústria e Instituto Federal. Ele também destacou articulações relacionadas à exportação de frango produzido na região.
“Eu contribui muito com a geração de emprego da região, na agricultura e na indústria”, declarou. Segundo ele, apenas um abatedouro de Iporã ainda estaria em fase final de habilitação para vender à China.
Durante a entrevista, o deputado também relembrou o episódio envolvendo o ex-ministro da Economia Paulo Guedes durante o debate sobre a Reforma da Previdência, em 2019.
Zeca afirmou que considera importante que um deputado federal tenha posições claras em votações que afetam diretamente a população. Ele citou as reformas da Previdência e trabalhista como exemplos de decisões nas quais se posicionou contra o governo Bolsonaro.
“Deputado federal bom não é aquele que só traz recursos”, disse. Para ele, o parlamentar também precisa assumir posições políticas em temas que interferem na vida dos eleitores.
Ao recordar o confronto com Guedes, Zeca afirmou que chamou o então ministro de “tigrão” diante de trabalhadores e aposentados. Também utilizou a expressão “tchutchuca” ao criticar, segundo ele, a postura de Guedes diante de banqueiros.
O deputado afirmou ainda que se orgulha de ter integrado o grupo de cinco deputados federais do Paraná que, segundo ele, não apoiaram determinadas mudanças durante aquelas votações.
Outro tema abordado foi o escândalo envolvendo descontos associativos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O apresentador questionou Zeca sobre a percepção de parte do eleitorado de que o episódio estaria relacionado ao PT.
O deputado atribuiu essa percepção à circulação de informações que classificou como falsas ou distorcidas. Ele afirmou que disponibilizou um QR Code em seu material de campanha para apresentar documentos e informações sobre o caso.
Segundo Zeca, grande parte das autorizações para descontos de associações teria ocorrido durante o governo Jair Bolsonaro. Ele afirmou que o atual governo permitiu investigações e citou a atuação da Polícia Federal.
“O trabalho foi feito. Já no primeiro ano, no segundo, se começou a investigar, se começou a buscar provas”, afirmou.
Na entrevista, Zeca também citou o ex-ministro Sergio Moro ao defender sua avaliação sobre a atuação da Polícia Federal durante o governo Bolsonaro. Ele afirmou que Moro deixou o governo após denunciar supostas interferências nas investigações.
As declarações sobre pessoas e episódios políticos foram feitas pelo candidato durante a entrevista. O conteúdo não apresenta, por si só, comprovação independente das acusações mencionadas.
Ao falar sobre sua atuação parlamentar, Zeca destacou investimentos destinados a Umuarama e municípios próximos. Ele citou o Centro de Eventos de Umuarama, o Instituto Federal e a pavimentação da Estrada Boiadeira.
O candidato afirmou que mantém diálogo com prefeitos de diferentes partidos. Segundo ele, essa postura permite buscar recursos independentemente da posição política dos gestores municipais.
“No meu gabinete entra prefeito do PL, entra do PT, porque se eu não agir assim, eu vou tá prejudicando a população daquele município”, afirmou.
Zeca também destacou a articulação para a pavimentação da Boiadeira. Ele afirmou que participou da retirada do projeto do papel em diferentes etapas e defendeu a ampliação do trecho entre Cruzeiro do Oeste e Icaraíma.
“Eu tenho posição política, eu tenho lado. Eu acho muito ruim o político que esconde”, declarou.
Ao mesmo tempo, o deputado afirmou respeitar eleitores e prefeitos que não acompanham suas posições políticas ou não apoiam seus candidatos.
A entrevista também abordou a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal. Questionado sobre possíveis consequências políticas de investigações relacionadas à Corte, Zeca defendeu que eventuais irregularidades sejam investigadas.
“Se teve corrupção, tem que ser investigado e tem que ser punido”, afirmou.
O candidato disse ainda que considera necessário aplicar o mesmo critério a políticos, ministros do STF e qualquer pessoa envolvida em possíveis irregularidades.
Ao comentar o ministro Alexandre de Moraes, Zeca afirmou que ele não é aliado do PT. Também lembrou que Moraes ocupava cargo político ligado ao PSDB antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal.
Zeca defendeu que as instituições mantenham autonomia para investigar possíveis crimes. Segundo ele, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva representaria a continuidade desse modelo de atuação.
Zeca também comentou a corrida eleitoral pelo governo do Paraná. Ele afirmou acreditar que Sergio Moro ainda pode terminar a disputa na terceira colocação.
Segundo o deputado, parte do eleitorado estaria confundindo Moro com o candidato apoiado pelo governador Ratinho Junior. Zeca avaliou que essa percepção poderia mudar durante a campanha.
“O Sergio Moro ainda pode ser o terceiro colocado nessa eleição”, afirmou.
Zeca também apostou no crescimento de Requião Filho durante a campanha. Para ele, o candidato poderá alcançar uma votação próxima à obtida por Lula no Paraná na eleição anterior.
O deputado afirmou acreditar em um segundo turno entre o candidato apoiado pelo governador e Requião Filho. Também criticou a atuação de Moro e disse que a rejeição ao senador poderá aumentar quando os eleitores conhecerem mais detalhes sobre sua trajetória política.
No encerramento da entrevista, Zeca Dirceu agradeceu aos eleitores da região e pediu apoio para continuar no Congresso Nacional.
“A minha mensagem é de gratidão, em primeiro lugar. Gratidão pela confiança de sempre, pelas oportunidades que o Paraná e a nossa região me deram ao longo desses mandatos”, afirmou.
O candidato disse que pretende continuar direcionando recursos para saúde, educação e infraestrutura. Ele também citou a geração de empregos como uma das prioridades de seu mandato.
“Por isso, peço o apoio de cada um de vocês, o voto no 1310, para que a gente continue avançando juntos”, concluiu.
A entrevista de Zeca Dirceu faz parte da rodada promovida pelo OBemdito com candidatos a deputado estadual e federal de Umuarama e região. As entrevistas começaram no dia 9 de setembro e seguem até o dia 23, com transmissões às 12h10 e às 18h30 pelas redes sociais do site.
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