Foto: MPPR
Um suposto esquema envolvendo a organização de eventos causou prejuízo estimado em R$ 2,64 milhões a 124 vítimas no Paraná, segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). Três pessoas são acusadas de integrar o grupo responsável pelos golpes, que teriam atingido principalmente clientes que contrataram serviços para festas de casamento.
A denúncia foi oferecida pela 21ª Promotoria de Justiça de Maringá e ajuizada em 31 de agosto na 3ª Vara Criminal da comarca. Os três denunciados são acusados dos crimes de associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.
Segundo o MPPR, os fatos investigados ocorreram entre janeiro de 2023 e agosto de 2024 e envolveram contratos não cumpridos em Maringá, Londrina e Rolândia.
O prejuízo total atribuído ao esquema é de R$ 2.647.280,12.
De acordo com a denúncia, os acusados integravam o núcleo gestor de uma empresa do setor de eventos.
A empresa atraía clientes oferecendo pacotes completos, que incluíam desde a locação do espaço até serviços de buffet e decoração. Conforme o Ministério Público, os preços eram significativamente inferiores aos praticados no mercado e havia facilidades para parcelamento.
A acusação sustenta que os responsáveis continuaram fechando novos contratos mesmo diante do agravamento da situação financeira da empresa e sabendo que não teriam capacidade para cumprir os compromissos assumidos.
Segundo o MPPR, o dinheiro arrecadado com novos clientes era utilizado para cobrir despesas emergenciais e manter as atividades em funcionamento.
As afirmações fazem parte da acusação apresentada pelo Ministério Público e ainda deverão ser analisadas pela Justiça no decorrer do processo.
O esquema teria entrado em colapso no fim de semana de 10 e 11 de agosto de 2024, quando a empresa encerrou as atividades de forma abrupta.
Com isso, clientes que já haviam contratado e pago pelos serviços ficaram sem atendimento, alguns deles às vésperas da realização dos eventos.
Além de Maringá, a investigação identificou contratos não cumpridos em Londrina e Rolândia.
A denúncia também sustenta que os acusados utilizavam diferentes pessoas jurídicas e máquinas de cartão registradas em nome de terceiros para ocultar ou dissimular a origem dos recursos.
Conforme a investigação, o dinheiro era distribuído diariamente entre diferentes contas bancárias e, posteriormente, parte dos valores teria sido incorporada ao patrimônio pessoal dos denunciados por meio do pagamento de despesas comuns.
Essa suspeita fundamenta a acusação de lavagem de dinheiro apresentada pelo Ministério Público.
Além da responsabilização criminal, o MPPR pediu à Justiça que, em caso de condenação, seja estabelecido um valor mínimo para reparar os danos materiais sofridos por cada uma das 124 vítimas identificadas.
(Com informações MPPR)
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