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Anvisa aprova novo medicamento para prevenção de crises de enxaqueca

Comprimidos em uma cartela.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 8 de setembro de 2026 às 16h54 - Modificado em 8 de setembro de 2026 às 16h54

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (8) um novo medicamento para prevenção da enxaqueca no Brasil. Chamado Aquipta (atogepanto), o remédio é indicado para adultos que apresentam pelo menos quatro episódios da doença por mês.

Segundo a Anvisa, o atogepanto atua bloqueando uma via envolvida na transmissão da dor e pode prevenir o surgimento das crises. Estudos apresentados para o registro apontaram uma redução significativa no número de dias com enxaqueca ao longo do mês.

O registro do medicamento foi solicitado pela AbbVie Farmacêutica e consta em resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Como funciona o novo medicamento

O Aquipta é uma opção de tratamento oral voltada à prevenção das crises, e não apenas ao controle da dor depois que ela começa.

De acordo com a Anvisa, já existem diferentes tratamentos utilizados para prevenir a enxaqueca. No entanto, muitas dessas opções não atuam especificamente nos mecanismos envolvidos no desenvolvimento da doença.

É justamente nesse aspecto que o atogepanto representa uma nova alternativa. A substância atua sobre uma via relacionada à transmissão da dor associada à enxaqueca.

A aprovação pela Anvisa, porém, não significa que o medicamento seja indicado para qualquer pessoa que tenha dores de cabeça. A indicação aprovada é para prevenção da enxaqueca em adultos que apresentam pelo menos quatro episódios mensais.

Enxaqueca atinge cerca de 15% da população

A enxaqueca provoca crises recorrentes de dor de cabeça, geralmente de intensidade moderada a grave. Os episódios também podem ser acompanhados de náuseas, vômitos e maior sensibilidade à luz e aos sons.

A doença atinge aproximadamente 15% da população mundial e pode afetar de forma significativa atividades profissionais, estudos, sono e outras tarefas cotidianas.

Com a aprovação do Aquipta, pacientes brasileiros passam a contar com mais uma opção terapêutica especificamente desenvolvida para reduzir a frequência das crises.

(Com informações Anvisa)

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