Candidato propõe reforçar departamento especializado para apoiar delegacias em investigações envolvendo fraudes, golpes e outros delitos virtuais (Foto assessoria)
A expansão dos crimes praticados pela internet levou o candidato ao Governo do Paraná Sandro Alex (PSD) a defender uma mudança na estrutura de investigação do Estado. A proposta é ampliar o Departamento de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) e fazer da unidade um suporte permanente para as demais equipes da Polícia Civil.
A intenção é aumentar o número de policiais especializados e permitir que o departamento atue no apoio a investigações realizadas em diferentes regiões. A estrutura também deverá ter maior capacidade de inteligência e de análise de informações obtidas no ambiente digital.
Sandro compara o modelo ao trabalho do Denarc, departamento especializado no enfrentamento ao tráfico de drogas. “Esse departamento vai funcionar para essa modalidade como o Denarc funciona para combater o tráfico de drogas”, afirma.
Na avaliação do candidato, a segurança pública precisa acompanhar a transformação dos delitos. Celulares, computadores, redes sociais e aplicativos passaram a fazer parte de investigações que exigem conhecimento técnico específico.
“Os crimes mudaram e a segurança pública precisa acompanhar essa mudança”, afirma Sandro. Segundo ele, o Paraná já possui profissionais especializados e a proposta é ampliar a estrutura existente.
Entre os crimes investigados pelo DRCC estão estelionatos virtuais, fraudes eletrônicas, invasões de dispositivos, crimes contra a honra, exploração sexual infantojuvenil e crimes de ódio.
A proposta também prevê uma integração maior entre os investigadores e a Polícia Científica. A ideia é agilizar o trabalho com celulares, computadores e outros equipamentos que possam conter informações relevantes para os inquéritos.
“Quando uma investigação envolve um celular, um computador, uma rede social ou qualquer outro ambiente digital, a informação precisa ser tratada com velocidade e conhecimento técnico”, diz o candidato.
O reforço da estrutura também poderia ser utilizado para capacitar policiais de outras delegacias na identificação e preservação de evidências digitais.
O DRCC surgiu a partir do antigo Núcleo de Combate aos Cibercrimes, criado em 2005. A estrutura passou a ter a atual denominação com a nova Lei Orgânica da Polícia Civil do Paraná, sancionada em maio deste ano, e recebeu atribuição para atuar em todo o Estado.
Um exemplo citado para demonstrar a complexidade desse trabalho ocorreu em abril, quando forças de segurança prenderam em Balneário Camboriú (SC) um homem de 23 anos investigado por produzir, armazenar e compartilhar material de abuso sexual infantojuvenil contra uma criança de Campo do Tenente.
A apuração identificou o uso de redes sociais e aplicativos de mensagens. Celular e notebook foram apreendidos e encaminhados para perícia.
A proposta de Sandro é ampliar a capacidade do departamento para casos como esse e para outras ocorrências que dependem de investigação digital. Entre elas estão golpes financeiros, invasões de contas, falsos perfis, extorsão, roubo de dados, fraudes com criptomoedas, sequestro de informações e divulgação não autorizada de imagens.
CONFIRA TAMBÉM: Em Ponta Grossa, Moro e Flávio Bolsonaro defendem impeachment de Alexandre de Moraes
(Com informações da assessoria)
Uma campanha de arrecadação foi criada para ajudar Vanessa Ortiz Amaro Luz e os três…
Aos 45 anos, judoca que começou no esporte aos 10, foi técnico da Seleção Paranaense…
A defesa do impeachment de Alexandre de Moraes foi um dos principais pontos da passagem…
Foi identificado como Odilon Lima, de 34 anos, o homem que morreu após ser encontrado…
A vítima que perdeu a vida após um automóvel submergir nas águas do Rio Piquiri…
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 1.529 quilos de maconha na manhã deste domingo (6),…
Este site utiliza cookies
Saiba mais