Operação contra o PCC cumpre mandados em Iporã e outras 3 cidades
Uma operação contra o PCC (Primeiro Comando da Capital) cumpriu mandados em Iporã e outros três municípios do Paraná na manhã desta quarta-feira (2). A Operação Portal do Crime, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), investiga 18 pessoas por suspeita de envolvimento com a facção criminosa.
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados em Iporã, Foz do Iguaçu, Pato Branco e Maringá. Um dos alvos das ordens de prisão já estava detido.
O Ministério Público do Paraná (MPPR) não detalhou quantos mandados foram cumpridos especificamente em Iporã nem informou se houve prisões no município.
A operação foi conduzida pelo Núcleo Regional do Gaeco de Foz do Iguaçu e contou com apoio de equipes táticas da Polícia Militar, Guarda Municipal de Foz do Iguaçu e agentes do setor de Operações Especiais do Departamento Penitenciário do Paraná.
Drogas, armas e dinheiro apreendidos
Os mandados de busca tinham como objetivo localizar celulares, equipamentos eletrônicos, dinheiro, bens e documentos que possam ter relação com as atividades criminosas investigadas.
Durante as diligências, foram apreendidas quantidades ainda não contabilizadas de maconha, cocaína e ecstasy. Os agentes também encontraram balança de precisão, máquinas de cartão, dinheiro, armas e munições.
Além das prisões determinadas pela Justiça, duas pessoas foram presas em flagrante durante a operação. O MPPR não informou em quais municípios ocorreram essas prisões.

Investigação começou em abril
As investigações começaram em abril deste ano e apuram suspeitas de participação em organização criminosa, tráfico de drogas e armas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
Segundo o MPPR, os 18 investigados são suspeitos de participação ativa no PCC e da prática de diferentes crimes relacionados à atuação da facção.
Parte das medidas judiciais foi autorizada pelo Juízo das Garantias da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu e outra parte pelo Tribunal de Justiça do Paraná.
A investigação permanece sob sigilo. Por esse motivo, o Gaeco informou que não divulgará, neste momento, outros detalhes sobre o caso.

(Com informações MPPR)
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