Mães e famílias participaram do Mamaço Norospar, que destacou a amamentação como parte essencial do cuidado e do vínculo entre mãe e bebê (Foto Danilo Martins/OBemdito)
O leite materno pode chegar em pequenas quantidades, mas assumir um significado enorme para uma mãe. Foi assim para Carolina de Paula Faria, de 38 anos, quando a filha nasceu prematura, há cinco anos e meio.
Com apenas 34 semanas de gestação, a menina precisou permanecer 15 dias na UTI. O nascimento também veio acompanhado do diagnóstico da síndrome de Down, o que mudaria a rotina da família.
Naquele período, Carolina ainda não conseguia amamentar a filha diretamente. A menina recebia leite por sonda. Mesmo assim, a mãe encontrou uma maneira de participar daquele cuidado.
“Era pouquinho o leite, mas aquele 1, 2 ml já era uma alegria muito grande. De poder mandar meu leite pra ela naquele momentão difícil”, contou.
Enquanto a filha permanecia internada, Carolina começou a estimular a produção de leite com o auxílio da equipe do Banco de Leite Humano da Norospar. O processo era feito com a retirada do leite, que depois era encaminhado à UTI para a filha.
A quantidade produzida inicialmente era pequena. Para Carolina, porém, cada gota representava a possibilidade de contribuir diretamente para a recuperação da menina. Ela atribui ao leite materno parte importante daquele período de recuperação.
“Fez com que ela ficasse somente no oxigênio, e logo a gente conseguiu ir se recuperando”, relatou. A experiência também revelou para Carolina a importância da doação de leite humano. Durante os primeiros dias na UTI, sua filha recebeu leite doado por outras mães. “Sou muito grata às mães que doaram”, disse.
O tempo passou e aquela bebê que dependia de cuidados intensivos cresceu. Hoje, aos cinco anos, a filha de Carolina é descrita pela mãe com palavras que contrastam com a tensão vivida durante a internação. “Hoje ela tá aí com 5 anos, brincando, pulando, radiante”, contou.
Para Carolina, a lembrança daquele período permanece ligada à atuação do Banco de Leite Humano da Norospar, que a ajudou a estimular a própria produção e a oferecer o leite à filha. “Sou muito grata ao Banco de Leite Materno Humano da Norospar por tudo que eles fizeram com a minha filha.”
A história de Carolina se conecta ao propósito da 6ª edição do Mamaço Norospar, realizada neste sábado (22), no pátio do Centro Cultural Vera Schubert, em Umuarama.
O evento integra a programação do Agosto Dourado, campanha dedicada ao incentivo, à proteção e à valorização do aleitamento materno.
Promovido pela Maternidade e pelo Banco de Leite Humano da Norospar, o encontro reuniu mães, gestantes, familiares e profissionais da saúde em uma programação voltada ao acolhimento e à conscientização.
Mais do que falar sobre amamentação, a iniciativa busca mostrar que esse processo também depende de informação e de uma rede de apoio capaz de acolher as mulheres diante das dificuldades.
A programação do Agosto Dourado da Norospar também inclui palestras, capacitações, eventos técnicos e ações educativas para profissionais e para a comunidade.
Segundo a coordenadora da Maternidade e do Banco de Leite Humano da Norospar, enfermeira Amanda Vasques, a programação reúne profissionais de diferentes áreas da saúde de Umuarama e dos municípios que fazem parte da 12ª Regional de Saúde.
“Estamos preparando palestras, capacitações, eventos técnicos, ações educativas e atividades de conscientização”, afirmou.
A programação envolve médicos, enfermeiros, técnicos, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais ligados à assistência materno-infantil.
A campanha também busca atualizar os profissionais, aproximar os integrantes da rede materno-infantil e ampliar o conhecimento da população sobre o aleitamento materno desde os primeiros dias de vida.
Nesse cenário, histórias como a de Carolina ajudam a traduzir em experiência aquilo que a campanha pretende reforçar.
Na UTI, foram apenas 1 ou 2 ml por vez. Para uma mãe que via a filha enfrentar os primeiros dias de vida, aquilo significava muito mais do que uma pequena quantidade de leite. Era uma forma de cuidar.
E, cinco anos depois, Carolina olha para a filha brincando e pulando e guarda a lembrança de que, mesmo diante de um momento difícil, cada gota também podia ser uma forma de esperança.
(Com imagens de Danilo Martins/OBemdito)
Uma filhote fêmea de onça-parda (Puma concolor) foi resgatada na noite de quinta-feira (20), nas…
O Aceu Nippon Fest – Ikigai 2026 já tem data e local definidos em Umuarama.…
Dois condutores foram abordados pela Rocam e nenhum possuía CNH; motos também apresentavam alterações e…
Um vídeo divulgado neste sábado (22) pelo Portal Victor Hugo Notícias mostra o momento em…
Campanha ocorre neste sábado (22) e recursos destinados à Uopeccan vão apoiar projetos de combate…
Acidente aconteceu na noite de sexta-feira (21), em Assis Chateaubriand; entre as vítimas está uma…
Este site utiliza cookies
Saiba mais