Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Aniversário, espera e Justiça: O marco de 69 anos para a família de vítima de chacina de Icaraíma

Alencar Gonçalves de Souza, assassinado aos 36 anos, e seu pai, Alencar Favoreto de Souza, que completou 69 anos nesta segunda (17) (Foto arquivo da família cedida ao OBemdito)
OBemdito
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 19 de agosto de 2026 às 15h16 - Modificado em 19 de agosto de 2026 às 16h17

Na segunda-feira (17), Alencar Favoreto de Souza completou 69 anos. Para a família, a data teve um significado diferente neste ano. No dia seguinte ao aniversário, quatro investigados pelo quádruplo homicídio de Icaraíma foram presos pela Polícia Civil do Paraná, quase um ano após o crime.

Alencar é pai de Alencar Gonçalves de Souza, uma das quatro vítimas. A prisão dos suspeitos foi recebida pela família como um sinal de que a espera por Justiça começa a avançar.

Em conversa com o OBemdito, Alesandra Gonçalves de Souza, irmã de Alencar, contou que o pai recebeu a notícia com felicidade. Para ela, a coincidência entre o aniversário e as prisões tornou o momento ainda mais marcante.

“Meu pai também, muito feliz. Ontem foi o aniversário dele. Acho que não existe melhor presente pra gente hoje, meu pai, que a Justiça sendo feita”, afirmou.

Alesandra Gonçalves de Souza ao lado do irmão, Alencar Gonçalves de Souza, durante o plantio de uma árvore no colégio onde ela trabalhava. A imagem registra a forte união entre os irmãos, marcada pela parceria e pelo carinho ao longo da vida (Foto Colaboração/OBemdito)

Alesandra diz esperar que os responsáveis sejam responsabilizados pelas mortes e também por outros crimes que, segundo ela, teriam cometido ao longo dos anos.

“Eu espero daqui pra frente, assim como eu, meu pai, meu irmão Adílio, que está em São Paulo, que eles paguem. Paguem não só por essa morte, mas por todo o mal que eles causaram para a sociedade.”

Para a família, a prisão representa alívio depois de meses de espera.

“Que seja feito a Justiça. A gente recebe como um alívio, né? Graças a Deus, justiça, justiça sendo feita”, disse.

A espera de um pai

Desde o desaparecimento dos quatro homens, a família Gonçalves de Souza convive com a ausência de Alencar e com a expectativa de que a investigação chegasse aos responsáveis.

Durante esse período, Alesandra manteve a confiança no trabalho da Polícia Civil. Mesmo diante da demora para localizar os suspeitos, ela afirmou que preferia aguardar o avanço da investigação.

Com as prisões, essa confiança, segundo ela, foi recompensada.

“Como sempre, que eu afirmei, a confiança na polícia, né? A gente conseguiu isso através deles, fizeram um ótimo trabalho”, declarou.

Agora, o pai de Alencar chega aos 69 anos com uma etapa importante do caso finalmente avançando. Para a família, porém, a prisão dos investigados não apaga a perda.

A expectativa é que as próximas etapas da investigação tragam respostas sobre a participação de cada envolvido e permitam a responsabilização dos autores.

Quatro investigados presos

As prisões ocorreram nas primeiras horas de terça-feira (18). Paulo Ricardo Costa Buscariollo e Antônio Buscariollo, pai e filho, foram encontrados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras, no interior de São Paulo.

Registro de um encontro familiar no pesqueiro dos Buscariollo, local que, anos depois, se tornaria peça central da investigação sobre a chacina de Icaraíma (Foto Colaboração/OBemdito)

Durante a ação, os dois tentaram fugir e foram capturados em uma área de mata. Carlos Eduardo Buscariollo foi preso em Santa Bárbara d’Oeste (SP). O quarto investigado já estava preso pela prática de outro crime.

Segundo a Polícia Civil, as capturas foram resultado de trabalhos de inteligência e monitoramento realizados ao longo da investigação.

Um ano de espera por respostas

O quádruplo homicídio ocorreu em agosto de 2025. Alencar Gonçalves de Souza, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Mariscalchi e Robishley Hirnani de Oliveira desapareceram no dia 5 daquele mês.

Segundo a investigação, Alencar havia contratado os três homens que vieram de São Paulo para realizar uma cobrança relacionada à negociação de um sítio em Icaraíma.

Os quatro foram vistos juntos pela última vez em uma panificadora da cidade.

Posteriormente, a Polícia Civil apontou que o grupo foi vítima de uma emboscada. Os corpos foram localizados após semanas de buscas.

Agora, com quatro investigados presos, a família volta a esperar. Desta vez, por Justiça e por respostas que ajudem a esclarecer completamente o que aconteceu com Alencar e os outros três homens.

_______________________________________________________________________________________

ESTÁ EXPRESSAMENTE PROIBIDA A REPRODUÇÃO, PARCIAL OU INTEGRAL DESTE CONTEÚDO (TEXTO E IMAGENS) SEM AUTORIZAÇÃO PRÉVIA DO SITE OBEMDITO, SOB PENA DE CONSEQUÊNCIAS LEGAIS PREVISTAS NA LEI Nº 9.610/98.

LEIA TAMBÉM:

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as notícias do OBemdito em primeira mão.