Alvo de operação da PCPR, Carlos Eduardo Buscariollo está preso por organização criminosa
Alvo de uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR), Carlos Eduardo Buscariollo está preso sob acusação de organização criminosa. A informação é do advogado Renan Nogueira Farah, que acompanha a família Buscariollo, que tem quatro integrantes suspeitos de cometer um quádruplo homicídio na cidade de Icaraíma, no Noroeste do Paraná.
Em vídeo divulgado nesta quarta-feira (19), Farah afirma que houve uma retificação na conduta imputada a Carlos Eduardo. A prisão do investigado ocorreu em um processo por tráfico de drogas. Contudo, o advogado explica que essa informação não corresponde à acusação que existe hoje contra o cliente.
“É verdade que este processo envolve dezenas de investigados e acusações extremamente graves, incluindo tráfico de drogas. Mas é justamente por isso que precisamos individualizar as condutas. Carlos Eduardo responde nessa ação penal tão somente pela acusação de organização criminosa”, informa Farah.
Sobre Carlos Eduardo Buscariollo, o advogado acrescenta: “A imputação é feita contra ele relacionada a movimentações financeiras envolvendo outros acusados. Ele não foi denunciado nessa ação por tráfico de drogas, associação para o tráfico ou lavagem de dinheiro”.
Em seguida, Farah diz que houve uma correção por parte da própria Justiça. “O próprio Ministério Público concordou com o nosso pedido, e o juiz determinou a retificação do mandado de prisão para que conste expressamente apenas o crime de organização criminosa”.
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Prisões dos Buscariollo
Na última terça-feira (18) equipes da Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriram quatro mandados de prisão contra os integrantes da família Buscariollo. Antônio e seus três filhos (Paulo Ricardo, Carlos Henrique e Carlos Eduardo) são os principais suspeitos da chacina que ocorreu no dia 5 de agosto de 2025 em Icaraíma, no Paraná.
As vítimas são Alencar Gonçalves de Souza, morador em Icaraíma, e os paulistas Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso.
Equipes do Grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial), unidade especializada da PCPR estiveram no estado de São Paulo para a operação desta terça. Os policiais realizaram três prisões: de Antônio, Paulo Ricardo e Carlos Henrique.
Antônio e Paulo Ricardo estavam escondidos em um sítio no município de Rio das Pedras, interior do Estado de São Paulo. A cidade fica na região de Santa Bárbara d’Oeste, onde os agentes prenderam Carlos Henrique.
Por outro lado, a PCPR cumpriu o mandado de prisão contra Carlos Eduardo Buscariollo no presídio de São Bernardo do Campo. Ele está custodiado na unidade desde 18 de maio de 2026. Equipes de segurança paulista são responsáveis pela prisão do investigado, que ocorreu no município de Nova Odessa/SP.
Cabe ressaltar que a própria PCPR divulgou na terça-feira que Carlos Eduardo estava preso preventivamente, a pedido da Justiça Federal, pelo crime de tráfico de drogas. No entanto, nesta quarta OBemdito recebeu a informação do advogado sobre a revisão da conduta imputada a ele.
A PCPR também informou que as investigações da chacina em Icaraíma ainda estão em andamento e que deve apresentar posteriormente mais detalhes sobre a participação de cada investigado no crime.
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