Foto: Danilo Martins/OBemdito - Proibida a reprodução
A obra de recuperação da ponte sobre o Rio Piquiri, na BR-272/PR, se aproxima de 77% de execução. Através de nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) repassou informações com exclusividade a OBemdito na última sexta-feira (14) e manteve a previsão de término para o mês de setembro.
A ponte do Rio Piquiri está localizada entre os municípios de Terra Roxa e Francisco Alves, no km 541,79 da BR-272/PR. De acordo com o Dnit, nos últimos dias os trabalhos da equipe responsável pela reforma alcançaram 76,8% da execução. Em julho o percentual concluído estava perto de 70%.
“O Dnit informa que as obras de reabilitação da Ponte sobre o Rio Piquiri, na BR-272, no Paraná, chegaram a 76,8% de execução física. Após a conclusão de etapas nas fundações e de outros serviços de reforço estrutural, os trabalhos estão concentrados na parte superior da ponte, responsável por receber diretamente as cargas do tráfego. A previsão de conclusão permanece para setembro de 2026”, informa a nota.
O Departamento detalhou os serviços já executados, entre eles as estacas-raiz, utilizadas para reforçar as fundações da ponte, e a construção de um novo bloco de fundação. Os funcionários também fizeram os reforços com estruturas metálicas e o aumento da espessura de paredes internas da estrutura.
“Outra etapa já executada foi a instalação dos chamados aparelhos de apoio, componentes localizados entre o tabuleiro e os elementos que sustentam a ponte. Essas peças permitem que determinados movimentos da estrutura, provocados pelo tráfego e por variações de temperatura, ocorram de maneira controlada. Também foram instaladas chapas e outros conjuntos metálicos previstos no projeto de reforço”, explica o Dnit.
Sobre os serviços na ponte do Rio Piquiri que acontece nesta atual fase, o Dnit informa que os trabalhos estão concentrados no tabuleiro, que corresponde à parte da ponte sobre a qual passa o tráfego. Conforme o órgão federal, o reforço busca aumentar a rigidez desse conjunto, tornando-o menos sujeito a deformações excessivas. Além disso, visa melhorar a forma como as cargas dos veículos são distribuídas para os demais elementos da estrutura.
Por fim, o Dnit acrescenta que “a reabilitação contempla diferentes partes da ponte, desde as fundações até os pilares, apoios e o próprio tabuleiro. O conjunto de intervenções tem como objetivo recuperar o desempenho estrutural da ponte e ampliar sua vida útil, de acordo com as condições previstas em projeto”.
Enquanto isso, até a reabertura da ponte, permanece a operação de travessia provisória por balsas. O Departamento implantou a travessia para garantir a mobilidade dos usuários da BR-272 durante a execução das obras. “A operação pode sofrer alterações pontuais em razão das condições climáticas e das variações do nível do rio”, explica o Dnit.
A reforma da ponte recebe investimento aproximado de R$ 12,4 milhões, que visa garantir a integridade da estrutura. O prazo para conclusão é setembro de 2026.
Em entrevista concedida a OBemdito no dia 24 de junho, o Ministro dos Transportes, George Santoro disse que as obras da ponte sobre o Rio Piquiri seguem dentro do cronograma previsto pelo Dnit. “O prazo vai ser cumprido”, afirmou.
O ministro Santoro esteve em Umuarama no lançamento da obra de pavimentação de mais um trecho da Estrada Boiadeira. Esta última parte sem asfalto da BR-487 está localizada entre Cruzeiro do Oeste e Serra dos Dourados, distrito de Umuarama. As obras de implantação e pavimentação do Lote 2A contemplam 37,4 quilômetros da rodovia. Confira os detalhes aqui.
Em virtude das obras de recuperação, o tráfego na ponte permanece interditado para todos os tipos de veículos até a conclusão das atividades. Para garantir a plena execução das obras e a segurança viária na região para usuários e trabalhadores, a travessia no local acontece por meio de balsa que opera 24h.
O tempo estimado de travessia é bastante variável e depende do fluxo de veículos no local. Há dias em que a espera é de apenas 15 minutos. Porém, em outras situações, os condutores permanecem na fila por mais de 3 horas.
Leia também: Obras na ponte fazem balsa entre Guaíra e Paraguai voltar à rotina e despertar lembranças.
As balsas possuem capacidade de até 320 toneladas por operação. O controle de carga ocorre através de agentes no local, que verificam as informações das notas fiscais e organizam o embarque conforme os limites estabelecidos. Além disso, os agentes organizam a quantidade de caminhões por travessia e a liberação de veículos leves.
O Dnit informa que segue monitorando a operação e adotando as medidas necessárias para garantir segurança, eficiência e melhores condições de atendimento aos usuários.
A BR-272/PR é um importante eixo logístico no Paraná, responsável por conectar municípios como Terra Roxa, Guaíra e Francisco Alves. A rodovia desempenha papel estratégico no escoamento da produção agrícola, com destaque para culturas como soja e milho, além de ser fundamental para o transporte de cargas na região.
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