Desaparecimento de primas completa mais de 100 dias sem respostas; suspeito segue foragido
Mais de cem dias após o desaparecimento de Stella Dalva Melegari Almeida, de 18 anos, e Letycia Garcia Mendes, de 19, a investigação da Polícia Civil do Paraná ainda não chegou a uma conclusão. As jovens desapareceram depois de saírem de Cianorte para uma festa em Paranavaí, na noite de 20 de abril, e desde então nunca mais foram vistas.
Em contato com a Banda B, parceira do OBemdito, a Polícia Civil informou que o caso segue em investigação e que, até o momento, não há novidades sobre o paradeiro das primas nem do principal suspeito, Clayton Antônio da Silva Cruz, conhecido como “Dog Dog”, que continua foragido.
Últimos momentos conhecidos
O último contato das jovens com os familiares ocorreu antes da viagem para Paranavaí. Na madrugada do dia seguinte, uma das primas ainda publicou nas redes sociais uma fotografia ao lado de Clayton durante uma festa. Depois desse registro, não houve mais qualquer comunicação.
As investigações apontam que Stella e Letycia permaneceram na mesma casa noturna que o suspeito. Imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos pela Polícia Civil indicam que os três se envolveram em uma discussão dentro do estabelecimento.
Segundo a advogada que representa as famílias, o desentendimento foi intenso e passou a ser considerado um dos principais elementos investigados para entender o desaparecimento das jovens.
Saída da boate
Conforme a investigação, Clayton deixou o local pela entrada principal. Pouco tempo depois, as duas primas saíram por uma porta de emergência.
A principal linha investigativa é de que a discussão tenha continuado dentro da caminhonete utilizada pelo suspeito após a saída da casa noturna.
Imagens reunidas durante a investigação mostram as jovens entrando no veículo de Clayton naquela madrugada.
Suspeito continua sendo procurado
A Polícia Civil informou que Clayton já possuía um mandado de prisão em aberto por roubo e também responde por condenações relacionadas a tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de arma de fogo.
Os investigadores trabalham com a possibilidade de que ele esteja escondido na região Noroeste do Paraná, embora não descartem que tenha deixado o país e esteja no Paraguai, onde manteria contatos.
Em maio, a ex-companheira do investigado, de 23 anos, foi presa em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo. Ela é investigada por suspeita de prestar apoio financeiro e logístico ao foragido.
Buscas continuam
Ao longo da investigação, a Polícia Civil realizou diversas diligências para tentar localizar vestígios das jovens.
Em junho, equipes fizeram buscas em uma área rural de Paraíso do Norte, utilizando drones e equipamentos de rastreamento, mas nenhuma evidência capaz de esclarecer o caso foi encontrada.
Mais de cem dias depois do desaparecimento, o paradeiro de Stella e Letycia permanece desconhecido, e a Polícia Civil segue recebendo denúncias que possam auxiliar na localização das jovens ou do principal suspeito.
Informações podem ser repassadas, de forma anônima, pelos telefones 197, da Polícia Civil, 181, do Disque-Denúncia, ou 190, da Polícia Militar. Também é possível procurar a unidade policial mais próxima.
(Com informações da Banda B)





