Karoliny Neves usou as redes sociais para relatar uma situação que classificou como invasiva e desrespeitosa (Foto Rede Social)
A delegada da Mulher de Sarandi, Karoliny Neves, decidiu tornar pública uma situação que, segundo ela, ultrapassou os limites da cordialidade e invadiu sua privacidade. Em vídeos publicados nas redes sociais nesta terça-feira (5), ela contou que um homem obteve seu número de telefone após não receber resposta às mensagens enviadas pelo Instagram e passou a procurá-la pelo WhatsApp.
De acordo com Karoliny, o episódio ocorreu na noite de segunda-feira (4), por volta das 22h30. Na mensagem, o homem explicou que havia conseguido o contato porque não tinha obtido retorno na rede social e aproveitou para convidá-la para sair.
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A delegada afirmou que não conhece a pessoa e destacou que jamais autorizou o compartilhamento de seu telefone particular. Segundo ela, a situação não foi encarada como crime, mas como uma atitude desrespeitosa.
“É extremamente invasivo alguém insistir em conversar com uma pessoa que nunca deu abertura e sequer forneceu o próprio número”, declarou.
Karoliny também afirmou que esse não foi um caso isolado e que episódios semelhantes têm se repetido nas últimas semanas. Por esse motivo, resolveu expor a situação e alertar outras mulheres para que não encarem esse tipo de comportamento como algo normal ou romântico.
Nas publicações, a delegada fez questão de esclarecer que não atribuiu qualquer prática criminosa ao homem responsável pelas mensagens.
“A conduta não foi criminosa. Foi uma falta de educação e uma invasão de privacidade”, afirmou.
Ela também ressaltou que os vídeos foram gravados em seu perfil pessoal e não representam um posicionamento institucional da Polícia Civil.
“Falei como pessoa física. Meu perfil não tem vínculo institucional, e vou continuar me manifestando sobre assuntos que considero importantes”, disse.
Procurada pelo portal GMC Online, parceiro do OBemdito, a Polícia Civil do Paraná informou, em nota, que não haverá abertura de investigação, uma vez que a própria delegada afirmou não haver indícios de crime no caso.
“Trata-se de um relato pessoal publicado em rede social. Não houve atribuição de conduta criminosa e, consequentemente, não será instaurado procedimento investigativo”, informou a corporação.
(Com informações do portal GMC Online)
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