Polícia reafirma compromisso com elucidação da chacina de Icaraíma um ano após crime
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) reafirmou, nesta terça-feira (4), o compromisso com a completa elucidação do quádruplo homicídio ocorrido em Icaraíma, no noroeste do Estado. Nesta terça-feira (5), completa-se um ano das mortes de Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira, assassinados na zona rural do município.
Em nota oficial divulgada pela Delegacia de Polícia de Icaraíma e pela 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama, a corporação prestou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas e afirmou que a responsabilização criminal de todos os envolvidos continua sendo prioridade absoluta.
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Segundo a Polícia Civil, desde o desaparecimento dos quatro homens, a investigação passou a ser conduzida com máxima prioridade. Ao longo das apurações, os investigadores concluíram que o caso envolve um grupo criminoso estruturado, com divisão de tarefas e forte influência na região.
De acordo com a nota, os elementos reunidos até o momento apontam que as vítimas foram atraídas para uma emboscada e executadas com armas de diferentes calibres. Na sequência, os criminosos teriam ocultado os corpos e o veículo utilizado pelo grupo em compartimentos subterrâneos clandestinos, além de adotar medidas para eliminar vestígios e dificultar a identificação dos responsáveis.

Investigação mobilizou forças de segurança
A Polícia Civil destacou que a complexidade do caso exigiu uma atuação conjunta de diferentes instituições ao longo do último ano. Participaram das investigações equipes especializadas da própria corporação, do Grupo Tigre, da Polícia Militar, da Polícia Científica, do Corpo de Bombeiros Militar, da Força Nacional de Segurança Pública e de órgãos de segurança pública do Estado de São Paulo.
Ainda conforme a instituição, centenas de diligências foram realizadas desde agosto de 2025. Entre as medidas adotadas estão buscas em áreas rurais, levantamentos de inteligência, exames periciais, análises balísticas, extração de dados de dispositivos eletrônicos, quebras de sigilo autorizadas pela Justiça e oitivas de testemunhas.
A corporação informou que o trabalho resultou na formação de um amplo conjunto de provas periciais, documentais, testemunhais, telemáticas e digitais, que continuam sendo analisadas pelas equipes responsáveis pela investigação.
Sem novas informações divulgáveis
Na nota, a Polícia Civil afirmou que, até o momento, não existem fatos novos passíveis de divulgação pública que modifiquem as informações oficiais já apresentadas sobre o caso.
A corporação reiterou que investigações dessa natureza exigem rigor técnico, atuação integrada e aprofundamento constante das provas, principalmente quando envolvem organizações criminosas capazes de ocultar evidências e dificultar a atuação dos órgãos de persecução penal.
“A Polícia Civil do Paraná permanecerá empregando todos os meios legais, técnicos e científicos disponíveis para a completa elucidação dos fatos”, destacou a instituição.
Ao completar um ano da chacina que abalou Icaraíma e toda a região, a polícia reforçou que seguirá trabalhando para esclarecer integralmente o crime e responsabilizar todos os envolvidos.
(As informações são da Polícia Civil do Paraná)





