Foto: Danilo Martins/OBemdito
O consumo abusivo de álcool e outras drogas continua sendo um dos maiores desafios de saúde pública. Além dos impactos físicos, a dependência química compromete relacionamentos, o desempenho profissional, a saúde mental e a qualidade de vida.
Apesar disso, muitas pessoas ainda acreditam que apenas a força de vontade pode resolver o problema.
Segundo a psiquiatra Dra. Caroline Mattos, essa ideia está longe da realidade. A dependência química é reconhecida como uma doença crônica que altera o funcionamento do cérebro e, por isso, exige tratamento médico especializado.
“O primeiro passo é compreender que o paciente não precisa enfrentar esse processo sozinho. Assim como outras doenças, a dependência tem tratamento e pode ser controlada com acompanhamento adequado”, explica a especialista.
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De acordo com a médica, o tratamento é individualizado. Cada paciente possui uma história, um grau de dependência e necessidades específicas. Por isso, a avaliação psiquiátrica é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica.
Em muitos casos, além da dependência, o paciente também apresenta transtornos como ansiedade, depressão, síndrome do pânico ou alterações do humor.
Essas condições podem contribuir para o uso das substâncias e precisam de tratamento simultâneo para aumentar as chances de recuperação.
O acompanhamento pode envolver medicamentos, psicoterapia, orientação familiar e mudanças no estilo de vida. Em determinadas situações, também pode ser necessária uma internação temporária para garantir segurança durante a fase inicial do tratamento.
Outro ponto importante é o apoio da família. A participação das pessoas próximas contribui para a adesão ao tratamento e ajuda na construção de um ambiente mais favorável à recuperação.
A psiquiatra alerta que esperar o problema se agravar pode dificultar o processo terapêutico. Quanto mais cedo a pessoa procura ajuda, maiores são as possibilidades de interromper o ciclo da dependência antes que ocorram consequências mais graves.
Sinais como perda do controle sobre o consumo, necessidade de aumentar a quantidade da substância para obter o mesmo efeito, dificuldade para interromper o uso, isolamento social, prejuízos financeiros, conflitos familiares e abandono de atividades antes prazerosas podem indicar a necessidade de avaliação especializada.
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