Delegado aponta possível vingança em incêndio que matou filhote de cachorro em Umuarama
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) trabalha com a hipótese de que o incêndio criminoso que destruiu uma residência e matou um filhote de cachorro, em Umuarama, tenha sido motivado por uma rixa ou vingança. A informação foi divulgada pelo delegado-chefe da 7ª Subdivisão Policial (7ª SDP), Izaías Cordeiro de Lima, durante entrevista coletiva concedida na manhã desta sexta-feira (31).
Segundo o delegado, as investigações apontam que o principal suspeito esteve no bairro durante a tarde do dia 2 de junho para identificar o imóvel. Horas depois, por volta das 23h59, ele retornou ao local, invadiu a residência e provocou o incêndio.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito chegou a passar pela frente da casa em uma motocicleta acompanhado de outra pessoa antes de voltar sozinho para cometer o crime.
Incêndio foi provocado em vários cômodos
As investigações indicam que o homem utilizou um pé de cabra para arrombar o portão e a porta da residência antes de espalhar combustível pelo imóvel. “Foi encontrado um galão com resquícios de gasolina, utilizado para acelerar a propagação das chamas”, explicou o delegado.
Outro elemento que reforçou a suspeita de incêndio criminoso foi o fato de diversos cômodos terem começado a pegar fogo ao mesmo tempo.
Conforme Izaías, essa característica foi percebida ainda nos primeiros levantamentos realizados pela Polícia Civil e pela Polícia Científica no local.
Filhote teria tido as patas quebradas
Outro detalhe reforçado pelo delegado durante a coletiva diz respeito ao filhote de cachorro que morreu carbonizado. Segundo a investigação, o suspeito teria quebrado as patas do animal antes de provocar o incêndio para impedir sua fuga.
A lesão foi constatada após a irmã da proprietária do imóvel levar o cachorro para avaliação de um profissional. Outros cães que estavam na residência conseguiram escapar das chamas.
Para o delegado, a violência empregada contra o filhote demonstra a intenção de causar ainda mais sofrimento à vítima. “Demonstra a ira dele no cometimento do fato, de querer certamente punir a vítima com um dano maior ainda”, afirmou.
Casa estava vazia no momento do crime
Apesar da destruição causada pelo incêndio, nenhuma pessoa estava na residência quando o fogo começou. Apenas os animais permaneciam no imóvel.
Os vizinhos acordaram com uma forte explosão e correram para tentar ajudar, mas encontraram a casa tomada pelas chamas.
Polícia investiga motivação
Questionado sobre a relação entre o suspeito e a vítima, Izaías Cordeiro afirmou que não pode divulgar detalhes para não comprometer outras investigações em andamento.
Segundo ele, a principal linha investigativa é de que o crime tenha sido motivado por uma rivalidade, embora ainda não seja possível afirmar se a rixa tem ligação com tráfico de drogas ou outra atividade criminosa.
“A gente não sabe ainda exatamente a que título essa rixa poderia ter ocorrido”, disse.
Suspeito já estava preso
O delegado explicou que o investigado foi preso inicialmente em flagrante por descumprir uma medida protetiva de urgência em um caso de violência doméstica. A prisão foi realizada pela Delegacia da Mulher.
Dois ou três dias depois, a Justiça decretou a prisão preventiva dele pelos crimes de incêndio e maus-tratos a animal com resultado morte.
Segundo a Polícia Civil, apenas uma pessoa foi identificada e presa até o momento. Embora outra pessoa tenha sido vista com o suspeito antes do crime, ela ainda não foi identificada e, até agora, não há indícios da participação de mandantes ou de outros envolvidos.





