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Pastor de 17 anos é apreendido suspeito de torturar e matar homem em hotel

Washington Rodrigo, de 34 anos, trabalhava como motorista por aplicativo e foi encontrado morto em um hotel de João Pessoa (Foto Rede Social)
Pastor de 17 anos é apreendido suspeito de torturar e matar homem em hotel
Redação - OBemdito
Publicado em 30 de julho de 2026 às 15h07 - Modificado em 30 de julho de 2026 às 15h07

A apreensão de um pastor de 17 anos suspeito de matar Washington Rodrigo, de 34 anos, dentro de um hotel em João Pessoa, na Paraíba, revelou uma trama marcada por identidade falsa, vida dupla e um histórico de passagens pela polícia. O adolescente, que se apresentava nas redes sociais como professor, escritor e palestrante, confessou o crime e afirmou ter agido por medo de que o encontro sexual com a vítima viesse a público.

O jovem se entregou à Polícia Civil na noite de segunda-feira (27), em Caicó, no Rio Grande do Norte, acompanhado por um advogado. Três dias antes, Washington havia sido encontrado morto em um quarto de hotel no bairro Manaíra, nu, algemado e com um fio enrolado no pescoço.

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Segundo a investigação, o adolescente usou um documento falso para reservar o quarto e marcou o encontro com a vítima durante a madrugada de sexta-feira (24). Em depoimento, ele relatou que simulou um fetiche sexual para convencer Washington a algemar as próprias mãos e colocar um pano na boca, deixando-o sem condições de reagir.

A Polícia Civil informou que, após imobilizar a vítima, o suspeito utilizou uma pistola de airsoft para ameaçá-la e exigir acesso ao celular. O adolescente afirmou que queria verificar se havia mensagens ou fotografias que pudessem expor a relação entre os dois.

Na sequência, conforme a investigação, Washington foi estrangulado com o cabo de um secador de cabelo. O adolescente declarou que pretendia apenas deixá-lo inconsciente para fugir, mas o motorista por aplicativo morreu no local.

O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) confirmou que a causa da morte foi asfixia mecânica e apontou sinais de tortura no corpo da vítima.

As imagens das câmeras de segurança mostram Washington chegando ao hotel por volta das 4h. Cerca de cinco horas depois, o adolescente deixou o estabelecimento sozinho. Segundo a polícia, ele ainda tentou sair com o carro da vítima, mas abandonou a tentativa após não conseguir ligar o veículo.

O corpo só foi encontrado no fim da tarde, quando uma camareira entrou no quarto para realizar a limpeza.

Morador de Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa, Washington Rodrigo trabalhava como motorista por aplicativo e era filho único.

Vida dupla e documento falso

As investigações também revelaram que o adolescente mantinha uma rotina pública completamente diferente da realidade apresentada à polícia. Além de atuar como pastor em igrejas evangélicas de Caicó, ele se apresentava nas redes sociais como professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), mentor, escritor e palestrante.

De acordo com os investigadores, o jovem utilizava documentos falsificados para se passar por maior de idade, o que lhe permitia viajar e reservar hospedagens.

O perfil que mantinha na internet, com mais de quatro mil seguidores, foi retirado do ar após a repercussão do caso.

Histórico policial

Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, o adolescente já acumula 17 boletins de ocorrência por atos infracionais análogos aos crimes de furto qualificado, extorsão, perseguição, ameaça, violência doméstica e lesão corporal.

Ele também já foi internado em uma unidade socioeducativa, embora a polícia não tenha informado quando a medida foi aplicada.

A Delegacia da Infância e Juventude da Paraíba continua investigando o caso. Até a publicação desta reportagem, a defesa do adolescente não havia se pronunciado. O espaço segue aberto para manifestações.

(Com informação do Diário da Manhã)

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