Foto: Danilo Martins/OBemdito
A dor deixa de ser apenas um sinal de alerta do corpo para se transformar em uma doença quando persiste por mais de três meses. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Sociedade Mundial de Estudo da Dor indicam que cerca de 40% da população mundial sofre com algum tipo de dor, seja ela aguda ou crônica.
O dado acende um alerta vermelho para a prática comum e perigosa da automedicação. Para detalhar o cenário, tirar dúvidas e apresentar as novidades em diagnósticos e terapias, o médico Leonardo Jesus, especialista em tratamento da dor e pioneiro na área em Umuarama (PR), foi o convidado de estreia do podcast OBemdito Saúde que será comandado pela jornalista Graça Milanez.
Frente a uma dor persistente, a reação de grande parte das pessoas é recorrer a remédios indicados por conhecidos ou comprados sem receita nas farmácias. No entanto, o uso contínuo de analgésicos e anti-inflamatórios sem supervisão médica traz sérios riscos à saúde.
“Medicamentos para dor aguda, como anti-inflamatórios, são feitos para serem usados de 7 a 10 dias. Mas as pessoas passam o ano inteiro tomando por conta própria”, alerta o Dr. Leonardo Jesus.
Uma das revelações mais impressionantes sobre a dor crônica é a sua capacidade de criar raízes no sistema nervoso central. Quando a dor persiste por muito tempo, ocorre um fenômeno chamado de sensibilização central.
O médico explica que o cérebro acaba criando uma “memória” da dor:
Outra queixa frequente é a piora do quadro de dor em dias frios ou durante mudanças repentinas de clima. Segundo o médico, mais do que o frio isolado, o choque térmico é um grande vilão.
A queda brusca de temperatura (por exemplo, passar de 30 °C para 15 °C no dia seguinte) provoca a contração involuntária dos músculos e a diminuição da circulação sanguínea nas articulações, desencadeando ou intensificando crises dolorosas.
A medicina regenerativa utiliza os próprios recursos do organismo do paciente para restaurar tecidos e cicatrizar articulações sem a necessidade de cirurgias invasivas:
Além de procedimentos médicos, o Dr. Leonardo ressalta que o controle do metabolismo e os hábitos de vida são fundamentais para evitar que o corpo permaneça em um estado inflamatório.
O consumo de alimentos ultraprocessados, o sedentarismo e a falta de água ou vitaminas (como D e B12) pioram drasticamente os quadros de dor.
Para manter o equilíbrio e alcançar uma longevidade com autonomia, o médico sugere a regra do 8-8-8:
[8 Horas de Sono] + [8 Horas de Trabalho] + [8 Horas de Lazer] = Equilíbrio do Corpo
“Viver com qualidade é ter autonomia para realizar as tarefas do dia a dia sem depender de ninguém. A verdadeira pílula da saúde é buscar o equilíbrio, cuidar do corpo e viver feliz”, conclui o médico.
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