Foto ilustrativa: Magnific
Um homem de 23 anos foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) por criar e divulgar imagens e vídeos pornográficos falsos de uma jovem de 21 anos utilizando inteligência artificial. O caso aconteceu em Ponta Grossa e, segundo as investigações, teria sido motivado por vingança após o suspeito ser ignorado pela vítima nas redes sociais.
O inquérito foi conduzido pelo 2º Distrito Policial de Ponta Grossa e concluído com o indiciamento do investigado, apontado como responsável pela criação de um perfil falso e pela divulgação do material manipulado.
De acordo com a PCPR, a jovem começou a receber mensagens de perfis desconhecidos informando que supostas fotos íntimas suas haviam sido vazadas em uma plataforma de conteúdo adulto.
Na sequência, o investigado passou a enviar imagens manipuladas por inteligência artificial acompanhadas de links que direcionavam para um álbum hospedado em um site pornográfico.
A investigação constatou que o material continha vídeos de sexo explícito produzidos com a técnica conhecida como deepfake, na qual o rosto da vítima foi inserido digitalmente sobre o corpo de outra pessoa. O conteúdo ainda era divulgado com o nome verdadeiro da jovem, o que, segundo a polícia, tinha o objetivo de facilitar sua identificação e ampliar o alcance da publicação.
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou os dispositivos eletrônicos utilizados para divulgar o conteúdo e chegou ao suspeito.
Conforme o delegado responsável pelo caso, o homem tentava se aproximar da vítima desde 2023 por meio das redes sociais, enviando mensagens repetidamente. No entanto, a jovem nunca correspondeu às investidas e chegou a bloqueá-lo.
Segundo a polícia, a criação do perfil falso e a divulgação do conteúdo pornográfico foram motivadas por retaliação em razão da rejeição.
Durante o interrogatório, o investigado afirmou que seus dispositivos eletrônicos e contas em redes sociais teriam sido invadidos por terceiros. Entretanto, de acordo com a Polícia Civil, a versão não foi comprovada e foi contrariada pelas provas reunidas ao longo da investigação.
O homem foi indiciado pelo crime de divulgação de cena de sexo, nudez ou pornografia falsa, produzida por manipulação digital, cuja pena prevista é de um a cinco anos de reclusão. O caso ainda conta com agravante por ter sido cometido com finalidade de vingança e humilhação da vítima.
Após solicitação da Polícia Civil, o site que hospedava o material removeu a publicação.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Paraná (MPPR), que darão prosseguimento às medidas legais cabíveis.
(Com informações Banda B)
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